terça-feira, 20 de outubro de 2009

OUTONO E O ELOGIO DA CAÇA (POR MIGUEL SOUSA TAVARES)


Dantes, aos primeiros sinais de Outono, eu entrava em depressão. Mais do que a chegada do Outono, o que me deprimia era o fim do Verão, pois que sempre fui devoto dessa verdade enunciada por Rilke: "só o Verão vale a pena". Imaginar um longo ano pela frente sem as praias e os banhos de mar, sem as noites quentes nos terraços e pátios, as noites em que o luar atravessa a sombra dos pinheiros e vem pousar no chão do quarto onde dormimos de janela aberta, a maresia trazida pelo vento de sueste nas manhãs marítimas, as frutas de Verão nos mercados, o peixe fresco brilhando ainda com luminosidades de prata, as vozes que se transmitem ao longe, dobrando esquinas e ruelas do que resta dos nossos souks em aldeias ou até em Lisboa, tudo isso, imaginar um ano inteiro sem tudo isso, deixava-me irremediavelmente triste e desamparado, como se as marés de equinócio tivessem varrido todas as possibilidades de alegria, todos os dias felizes. Se o Verão morria assim, eu morria também com ele, de cada vez.
Mas, há uns anos, tudo mudou. Alguns amigos começaram a levar-me à caça e eu descobri que, além do mar, também havia a terra, e depois do Verão havia o Outono: foi uma descoberta tardia, mas decisiva, como se tivesse descoberto uma quinta estação do ano e, mais do que isso, um novo pretexto para a felicidade. Rapidamente tomei a minha decisão e resolvi tornar-me caçador. Comecei pelo princípio, passo por passo, e são muitos: as aulas e o exame para obtenção da carta de caçador, aprendendo coisas para mim inteiramente desconhecidas, como o ciclo de vida e hábitos dos animais, modalidades de caça, princípios de balística, como criar e treinar cães de caça, etc. Depois, atravessei todo o imenso processo burocrático para a concessão de licença de porte de arma, escolhi as armas (que ainda hoje são as mesmas), experimentei vários tipos e marcas de cartuchos até perceber com quais me dava melhor e fiz um mínimo de aulas de tiro; finalmente, experimentei dois cães - um tão bom, que mo roubaram, o outro tão mau que foi dispensado e hoje é um urbano-depressivo, cheio de doenças e tiques de personalidade.
Muito embora o campo não me fosse propriamente estranho, eu não sabia como eram os campos de caça. Não fazia ideia do mundo novo, primordial e deslumbrante, que iria encontrar. Não imaginava as manhãs de geada ou de orvalho suspenso nos arbustos e nos ramos das árvores, as manhãs de frio polar ou as de chuva e lama, onde nos enterramos até à alma e maldizemos a decisão de ter saído da cama - que logo depois bendizemos, assim que os primeiros raios de sol rompem as nuvens e o frio ou que a primeira peça de caça tomba no chão. Não imaginava as longas caminhadas por cabeços ou planícies, por leitos secos de rios ou através da água, o cheiro a esteva e a giesta, ou as longas emboscadas, atento a todos os ruídos, ao simples agitar de uma folha, adivinhando a presença próxima dos animais antes de os ver. As esperas silenciosas à beira de um riacho, molhando a cara na água cristalina, aproveitando para colher poejos ou beldroegas tardias, aproveitando para pensar na vida, no essencial, no que verdadeiramente importa. A sós, com os três maiores luxos que um homem pode ter: espaço, tempo e silêncio. Porque aqui não há multidões nem urbanizações turísticas, não há pressa nem vozearia de conversas inúteis.
E não sabia que os 'selvagens dos caçadores' (que os há, como em tudo o resto), também conseguem, outras vezes, reunir um grupo de amigos que tudo pode separar à partida, mas que finalmente se encontram unidos por essa paixão primitiva e talvez inexplicável da caça. Gosto especialmente dos jantares que antecedem as manhãs de caça, das conversas soltas e sem pressa, das anedotas que dão a volta e regressam no final da época. Há quem imagine que as conversas dos caçadores são sobre futebol, mulheres e política. Pois lamento desiludi-los: são sobre armas, cartuchos, cães, viagens, o estado dos campos e das culturas e as memórias antigas de 'lances' de caça, umas vezes inventadas, outras reais, que cada um guarda consigo e a que só a um outro caçador vale a pena contar. E gosto muito das pequenas pensões ou hoteizinhos manhosos de província, onde se joga cartas à lareira do salão (a inevitável 'sueca') e onde os quartos têm pesados armários antigos de madeira e uma casa de banho 'moderna' enxertada no meio do quarto, com o polibã para poupar espaço. Gosto de passar em revista e preparar todo o 'material' de véspera: verificar se as armas estão bem limpas, se os cartuchos escolhidos são os melhores para o que se vai caçar, se a roupa e tudo o resto estão preparados para não perder tempo de manhã, em que cada minuto conta. E depois é tentar adormecer cedo - o que nem sempre é fácil, porque a adrenalina e a excitação já começam a fazer-se sentir. E, se o sono vier cedo, hei-de adormecer feliz, pensando que no dia seguinte vou à caça, enquanto tantos outros, lá na cidade, vão gastar a noite e a madrugada em bares, discotecas, festas e concertos onde se atropelam para atrair as atenções dos fotógrafos das revistas sociais. E, quando eles, se calhar, ainda nem vão no primeiro sono, já eu estou sentado à mesa (trôpego de sono, é verdade) para algum extraordinário pequeno-almoço, como, por exemplo, açorda alentejana com ovo e bacalhau.
"Ah", dirão vocês agora, "e o prazer sádico em matar animais - disso não fala?". Falo sim, para dizer que não existe tal coisa como o prazer de matar. Existe, sim, o prazer de acertar, que é uma consequência lógica do prazer de atirar. Nenhum caçador gosta de errar o tiro ou, pior ainda, de errar parcialmente e deixar um animal ferido, em vez de morto redondo. É por isso que a ética exige que, no caso da caça grossa, que pode resistir muito tempo a um ferimento, o caçador vá atrás da peça ferida até lhe poder dar o chamado tiro de misericórdia. E é por isso, também, que nenhum caçador que se preze atira a uma ave que não esteja em voo ou a um coelho ou uma lebre que não esteja em corrida. Claro que há caçadores que o fazem, mas eu não caço com eles e os meus amigos também não. Também não caçamos o que não comemos e fazemos questão de saber cozinhar uma canja de pombo, uma perdiz de escabeche ou um arroz de tordos. E de nos sentarmos todos à mesa, terminada a 'jornada', e ficarmos à conversa pela noite adentro, moídos de cansaço e de felicidade tranquila, de bem com a consciência, de bem com a natureza e as suas leis, em paz contra as imperfeições do mundo, as suas falsidades e fúteis aparências.
E se me deu para escrever este texto é, não só porque abriu a época de caça, mas também por outras duas razões. Uma, porque amanhã, diz a lei, é 'período de reflexão' e eu mantenho a tradição de não falar de política antes de eleições. Outra, porque a caça é um grande tema de reflexão e uma grande escola de vida e de valores - de companheirismo, de fair-play, de conhecimento e respeito pela natureza, de paciência, persistência, de reaprendizagem de coisas primordiais e evidentes por si mesmas. E, por isso, antes que a multidão politicamente correcta da nova doutrina urbana e 'civilizacional' queira julgar como selvagens a caça e os caçadores, ou mesmo bani-los face à lei, convinha que a sua arrogante ignorância ficasse a saber que falam do que não sabem e não percebem, e que, para infelicidade sua, jamais entenderão.

Texto publicado na edição do Expresso de 9 de Outubro de 2009

NOTÍCIAS

Formação passa a ser obrigatória para o exame de carta de caçador




A candidatura para exame de carta de caçador passa a exigir a frequência com aproveitamento de uma acção de formação adequada à especificação pretendida. Estas acções de formação são da exclusiva competência das OSC.
Foi hoje publicada a portaria que define os critérios para a obtenção da carta de caçador, que entra em vigor no dia um de Janeiro do próximo ano.

A referida portaria nº 1229/2009 de 12 de Outubro, aumenta também para quatro o número de fases anuais de exames, em Janeiro, Abril, Julho e Outubro, no mínimo por cada região cinegética.

As candidaturas para exame de caçador passam a ser feitas por via electrónica no portal da AFN.

Domingo trágico para a caça

O último domingo, dia 18 de Outubro, foi negro para a caça no distrito de Vila Real.
Dois caçadores, com 34 e 62 anos, morreram em resultado de disparos acidentais nos concelhos de Vila Real e Chaves.
O primeiro acidente aconteceu por volta das 09:00 horas em Vila Verde de Oura, na zona de Vidago, no concelho de Chaves, um homem de 34 anos foi atingido acidentalmente pelo amigo e companheiro de caça, quando este estava a guardar a arma na bolsa de transporte para voltarem para casa. O homem, que ia ser pai pela primeira vez em breve, terá tido morte imediata.

Quarenta e cinco minutos depois acontece nova tragédia, um caçador, de 62 anos, que vivia em Penelas, na freguesia de Folhadela, foi encontrado morto com um tiro, na localidade de Tanha, em Nogueira, no concelho de Vila Real. A vítima andaria à caça num terreno inclinado junto à Quinta da Parapomba. Pensa-se que terá caído e a arma disparado um tiro que o atingiu no abdómen.

Rapaz de doze anos pode ficar sem um braço

Um rapaz de 12 anos que acompanhava o pai e um amigo deste na caça, foi também atingido por um disparo acidental no braço direito, está internado no Hospital de Santa Maria em Lisboa, o¬nde foi operado e corre o risco de amputação do braço. O acidente ocorreu na zona de Loures quando os caçadores se preparavam para regressar por volta das 12:00 horas, quando o amigo do pai do rapaz ao iniciar os procedimentos para guardar a sua arma esta se disparou.

sábado, 17 de outubro de 2009

UM DIA DE CAÇA PARA FEFLECTIR

A abertura da caça , época 2009/2010, começou já no dia 04 de Setembro nos terrenos ordenados, como não poderia deixar de ser, na minha reserva também aderimos a este novo método, tão praticado em Espanha já há umas largas dezenas de anos.
Este ano cinegético não tem sido muito favorável para as espécies cinegéticas, quer seja pelo calor, quer seja pela falta de comida nos campos.

As perdizes que são o sustento de tantas reservas, não tiveram uma época boa para a sua reprodução e não devido ás condições do tempo, como defendem alguns, que alegam que as trovoadas influenciaram as posturas e a eclosão dos ovos, e, que são factos que não podemos ignorar, mas a meu ver o que mais influenciou na renovação das espécies e que foi o grande handicap no caso das perdizes foi o excesso de calor, que levou por sua vez á falta de comida e de água, a fraca eclosão das êfemeras e de outros insectos, tão importantes no inicio de vida dos perdigotos, levou a que muitos sucubissem, e o panorama da caça este ano e em todo o país reflecte-se por campos com muitos menos pássaros.
Ao nível dos logomorfos temos uma agradável surpresa pois tanto lebres como coelhos há este ano uma densidade muito elevada.
Isto tudo no seguimento daquilo que é negativo para uma espécie será benéfica para outra, como bem sabemos as melgas, mosquitos e pulgas transmitem aos coelho e lebres a maioria das suas doenças, e, este ano como foi muito seco e a erva também não abundou, não se criaram condições para estes parasitas se desenvolverem com a intensidade de outros anos, quem ganha são novamente as espécies, até parece que a natureza segue um ciclo que defende uma espécie em detrimento de outra, mas se for assim não temos nada contra pois ela sabe o que faz.
O apelo que faço e aqui deixo á consideração de todos os responsáveis de coutos, tanto associativos como túristicos e até municipais é, que tenham em conta que este ano terá de ser um ano de contenção e de ajuda ás espécies, mais que nunca elas irão precisar da nossa ajuda. Teremos de orientar os nossos sócios e clientes no sentido da preservação, pois o futuro poderá ser pior se agora não o soubermos interpretar.
A caça precisa de ajuda, tomemos o exemplo de "nuestros hermanos" e sigamos o que eles têm de positivo no que diz respeito á contenção e respeito pelas espécies.
A minha reserva não será um exemplo a seguir, mas fica á consideração daquilo que penso ser uma boa gestão sustentável, pois estamos a ponderar seriamente se iremos voltar a caçar algumas zonas da reserva, em virtude de já por lá termos passado e ao contrário de outros anos não se mostrar viável uma segunda passagem. Há uma densidade de perdizes razoável mas muito mais ariscas como se pode imaginar, e, já agora e a título de curiosidade digo-lhes que este ano tenho assistido na caça ás perdizes a dois fenómenos que em outros anos não via acontecer e que são:
1º - As perdizes ficam coladas ao terreno e só se levantam á força do focinho do cão ou quase connosco a pisarmos-lhes as patas, estranho, não?
2º - Observo que quando levantadas e contra-natura elas levantam para fazerem voos com bastante altitude, característica que não é muito habitual nas perdizes, o que me dizem também disto?

Serão só casos esporádicos ou será que haverá um evoluir nas defesas das perdizes, pois é muito mais dificil caçá-las nestas condições, ou estarão elas também a mostrar-nos que este ano é um ano de defeso e teremos de fazer tréguas na sua caça? Tudo isto se terá de por nos pratos da balança e no final temos de ter os pratos equilibrados pois o meio-ambiente e as suas espécies têm de ser salvaguardados, eles estão a dar-nos sinais e lições de vida e sobrevivência, saibamos também nós estar á altura de tão nobres sentimentos para que no futuro os nossos filhos e nós próprios continuemos a desfrutar deste nosso desporto tão nobre que é a caça.
Fica aqui este meu desabafo e que sirva para todos reflectirem um pouco, boas caçadas e cumprimentos cinegéticos a todos os aficcionados de Santo Huberto.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CAÇAR ENTRE AMIGOS E COM AMIGOS.......

……………quando se caça na companhia de amigos com que não se está há muito tempo,
há como que uma renovação do dia á dia nas jornadas de caça. O entusiasmo que se reúne á volta destes dias, dá-nos uma nova vitalidade e uma nova energia. Quando esse dia é passado com lances de caça emocionantes que envolvem os nossos companheiros então não há nada de melhor para nos sentirmos gratificados pela jornada cinegética que se desenrolou na perfeição.

Pois foi o que se passou este fim-de-semana de 10 de Outubro onde me reuni com o Zé R e com o Zé C para caçar, e, com o Tó B para almoçar, na minha reserva de caça onde foram os três meus convidados.
Começou a caçada não da melhor forma pois foram deixadas algumas perdizes no campo e não é agradável quando isso acontece, mas fizemos todos os possíveis para recuperar as peças de caça embora não fosse humanamente possível, devido á dureza do mato e de algumas ao irem feridas de morte vão cair bastante longe, sendo impossível o seu cobro nas encostas muito dobradas como são estas e muito difíceis de andar.

Mas tudo se foi compondo e com o avançar da manhã, foram-se sucedendo os lances e foram sendo cobradas algumas perdizes, tendo o Zé R. abatido 5 e cobrado 4 e o Zé C. abatido 4 e cobrado 3 sendo uma delas um bonito perdigão dominante.
Pela minha parte desta vez não houve direito a pendurar nada, mas ficou-me o dia pela satisfação geral dada aos convidados e pelo conjunto geral, onde se cobraram no total cerca de 18 perdizes e o grupo dos coelheiros,
também eles com bastantes sacrifícios, pois estes dias têm sido duríssimo para os cães, devido às temperaturas muito elevadas, levando a que o desempenho dos animais não seja de todo o melhor, ainda assim cobraram oito coelhos
sem esperas, viram-se bastantes a que não se atirou ou quando se atirou não foi com convicção tendo-se também falhado muito.

De um modo geral e com os dias que já decorreram de caça o balanço não vai sendo muito desanimador, penso mesmo que até está a surpreender pela positiva tendo em conta o ano que se avizinhava difícil, tanto pela fraca criação das perdizes bem como pelo calor que se tem feito sentir,
vale-nos ao menos os coelhos que estão a ser uma agradável surpresa.
Como se pode ver estes dias são bem passados e deixam-nos muito satisfeitos, pelas pessoas que se reúnem umas com as outras, o trocar de conhecimentos e experiências vividas,
contar histórias passadas, as novas amizades que se fazem, os laços de amizade que se renovam, enfim um mundo de vivências e um mundo de recordações.
São estas tertúlias que se desenrolam ao redor deste nosso desporto tão querido que é a caça que me levam a concluir que ainda vale a pena caçar entre amigos e caçar com amigos........

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

FEIRA DE CAÇA EM BRAGANÇA


Vai ter a sua 8ª edição em Bragança a NORCAÇA & NORPESCA que já conquistou um lugar de destaque no panorama das feiras cinegéticas em Portugal, rivalizando com a EXPOCAÇA que se realiza em Santarém durante o mês de Maio. Fica o cartaz da feira com os dias da sua realização.

Norcaça & Norpesca 2009
8ª FEIRA INTERNACIONAL DO NORTE
CAÇA E PESCA
22 a 25 OUTUBRO 2009

PROGRAMA

22 Outubro (Quinta-feira)
17h00 – Abertura oficial da feira
Visita aos expositores
Exposição de fauna viva
Exposição e demonstração de Cetraria
Exposição de Fotografia
Exposição de Pintura
21h30 – Prova de demonstração de técnicas de
Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
23h30 – Sorteios
23h45 – Encerramento
Actividades Permanentes
Animação Musical Regional, Demonstrações de Cetraria, Tasquinhas e Restaurante do Pote

23 Outubro (Sexta-feira)
12h00 – Abertura da feira
15h30 – Visita de escolas, demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial.
17h00 - Prova de demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
21h00 – Seminário NORCAÇA - Auditório do Nerba
21h00 – II Passeio Todo-o-Terreno Norcaça & Norpesca – “À descoberta do Maravilhoso Transmontano”
22h00 - Prova de demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
23h30 – Sorteios
23h45 – Encerramento
Actividades Permanentes
Animação Musical Regional, Demonstrações de Cetraria, Tasquinhas e Restaurante do Pote

24 Outubro (Sábado)
07h30 – Prova Embarcada de Pesca ao Achigã – Rio Douro (Foz do Sabor – Barragem da Valeira)
08h00– I Taça Stº. Huberto FACIRC – Norcaça & Norpesca 2009 - Outeiro
08h00 – Montaria ao Javali
10h00 – Abertura da Feira
10h00 – Torneio de Hélices – Clube de Caça e Pesca Bragança
11h30 – Pesca – Prova de demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
17h00 – Exposição e avaliação de Cães de Caça
17h30 – Pesca – Prova de demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
18h30 – Baptismos e Leilão de Javalis no recinto do certame
19h30 – Entrega dos prémios dos Concursos de Fotografia, Pintura, Pesca, Sto Huberto, Hélices e Cães de Caça
21h30 – Julgamentos no palco do certame
22h00 – Prova de demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
22h15 – Animação
“ VIII Passagem de Modelos Norcaça”
23h30 – Sorteios
23h45 – Encerramento
Actividades Permanentes
Animação Musical Regional, Demonstrações de Cetraria, Tasquinhas e Restaurante do Pote

25 Outubro (Domingo)
08h00– I Taça Stº. Huberto FACIRC – Norcaça & Norpesca 2009
09h00 – Largada de Perdizes e Faisões
12h00 – Abertura da feira
15h00 –Prova de demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
17h00 – Prova de demonstração de técnicas de Pesca ao Achigã e Truta em Lago artificial
18h00 – Entrega dos Troféus NORCAÇA aos expositores
19h00 – Encerramento da feira
Actividades Permanentes
Animação Musical Regional, Demonstrações de Cetraria, Tasquinhas e Restaurante do Pote

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O DIA DA ABERTURA........



.......começou como tantos outros, somente o nevoeiro nos veio visitar adiando a nossa saida, mas os amigos que se reuniram foram os de sempre, e, como sempre os melhores. O Sr. Presidente fez as inscrições e após os apelos á segurança e ao respeito ás espécies, delineou-se a zona da reserva a caçar e distribuiram-se as esperas e os batedores com os seus cães. Eis alguns dos batedores que foram peças importantes no desenrolar da caçada, pois fizeram o trabalho de levar em alguns casos as pedizes até ás esperas e noutro caso de fazerem brilharetes de abater cinco perdizes, nada mau para a abertura e como estava em falta os nervos já eram muitos.
O nevoeiro no inicio até ajudou no andamento da caçada, mas com o avançar da manhã o Sol começou a fazer o seu trabalho e de tal maneira o fez que parece que a caça se evaporou tal o calor que ficou. As temperaturas chegaram aos 32º graus, que convenhamos não é nada bom para se caçar, excepto se for caça submarina que é fresquinha.

Mas a nossa vontade de caçar é muita e apesar do calor e das fracas condições que os nossos cães já tinham para desempenhar o seu papel da melhor maneira, ainda conseguimos apresentar um quadro final de caça bastante razoável com vinte e duas perdizes e dois coelhos, o que deu para cada caçador ter direito á sua peça de caça no final da jornada, nada mau.

Pela parte que me diz respeito, tive a sorte de caçar um magnifico exemplar, dos que já vão sendo raros nos nossos campos, pois é um macho dominante como podem ver pelas pintas pretas nas penas da cauda e que só estes dominantes apresentam e têm de ser 100% bravos para as mesmas se desenvolverem quando tomam conta de um bando. Agora e como derradeira homenagem á sua bravura o seu troféu irá enfeitar uma bonita tábua de madeira de modo a ser lembrado e o seu lançe de caça não será esquecido, estes animais merecem todos os tributos que lhe prestarmos.

Após este dia de caça ás perdizes bravas , das verdadeiras e que tanto suor fazem escorrer pelos nossos rostos e ensopam as nossa camisas, eis que somos brindados com estes opíparos petiscos que só o nosso cozinheiro de estalo é capaz de confeccionar, o Sr.César no seu melhor.
E a tratarem-nos desta maneira depois não se admirem de nos outros dias estarmos pesados, pudera é só comer e exercício que é bom , nada. Mas andar atrá delas (das perdizes) também cansa, se não olhem para a camisa deles.
No meu caso pode ver-se o perdigão a camisa suada para o poder ter caçado e o Sr. que está ao meu lado, de suor nada..., passa-se qualquer coisa.

E no caso deste rapaz que fez imensos quilómetros para vir caçar connosco vê-se que está bastante combalido, mas após o almoço a recuperação vai ser decerto boa.

O nosso Presidente da Assembleia também está com cara de quem andou atrás delas por montes e vales, sim que isto não é o Alentejo, aqui não há facilidades.

Por falar em facilidades, este Sr. fartou-se de trabalhar de bater esteva e tojo rijo como tudo e não conseguiu dar um tiro, fica para a próxima, o seu historial na andanças da caça fala por ele e mais tarde ou mais cedo o seu dia chegará.
O Ti Zé com a perdiz á cintura, matou duas, ainda é uma arma que segura bem a caça, pontaria afinada , boa colocação, é o saber de muitos anos a bater mato.
Dois amigos antes da caçada atentos ao Presidente, vamos ter em atenção esses tiros a 100 metros ou mais que eu ainda não comprei os cartuchos especiais.
O amigo neste dia andava atrás do meu perdigão mas chegou um pouco atrasado, já cá morava.
Nuno tem cuidado que o César não gosta que lhe destapem as sopas, não sabes que elas têm de suar, para ficarem como nós estamos.
Este amigo teve direito a um prato diferente e por isso no próximo dia tem de pagar a despesa. Vamos ficar a aguardar pelo dia 10 de Outubro, até lá portem-se bem e vamos lá a afinar essas espingardas, saudações cinegéticas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CALNEDÁRIO LUNAR DE OUTUBRO



AGORA AS NOITES JÁ COMEÇAM A ESTAR FRIAS PARA ESTAR NO CAMPO NAS ESPERAS, DEVERIAMOS DEIXAR DESCANSAR OS ANIMAIS PARA A ÉPOCA DAS MONTARIAS QUE AGORA COMEÇA, MAS COMO HÁ GOSTOS PARA AS ESPERAS AQUI FICA O CALENDÁRIO LUNAR DESTE MÊS DE OUTUBRO. BOAS BOCAS.

EM JEITO DE BALANCETE

O início da temporada de caça nos terrenos ordenados em Setembro veio dar uma lufada de ar fresco aos caçadores e cães que agora podem começar a época mais cedo cerca de um mês.
Assim fizemos nós na nossa reserva e para começar não está nada mal.
Não fossem as altas temperaturas e a dureza dos matos o saldo teria sido de certeza muito superior, pois as agravantes do tempo (aquecimento global dizem) não ajudam nada os cães a fazer o seu trabalho. No mato seco os coelhos praticamente não deixam rasto, os cães dão com eles mas depressa perdem o rasto e desinteressam-se, como ainda não choveu estão nos buracos e torna-se uma missão impossível a sua captura, para bem deles.
Mas com todas as adversidades e como o tempo útil nas caçadas conta-se por uma dezena de horas, o saldo até nem foi negativo pois capturaram-se:
26 COELHOS
2 LEBRES
1 JAVALI
Nada mau para este início de época, agora que se vão poder caçar perdizes vamos ver como se portarão os pássaros. Há muitas expectativas criadas á volta delas, mas penso que este ano não é o ano delas, a criação foi fraca e não há a densidade de outros anos atrás, mas vamos ver e procurar não debelar a espécie para que no próximo ano a população se reabilite. Sabemos que após alguns anos maus e havendo fraqueza nos bandos a própria natureza se encarrega de orientar as coisa no sentido de haver o equilibrio das espécies. Por este motivo é que é tão importante o conceito da bio-diversidade. Para pensarmos e reflectirmos nestes pontos que servirão de orientação para os dias que aí vêm.
BOA ABERTURA A TODOS OS CAÇADORES PORTUGUESES (E TODOS OS AFICIONADOS DE SANTO HUBERTO NA GENERALIDADE POR ESSE MUNDO FORA) COM PRUDÊNCIA E BOM-SENSO.

CAÇADA NO DIA 26 DE SETEMBRO

OITO COELHOS E DUAS LEBRES.

No dia 26 de Setembro cumpriu-se o último dia de caça aos coelhos e lebres, primasia concedida aos terrenos ordenados (de alguma coisa há-de valer o associativismo).
Como não podia deixar de ser o dia apresentou-se com boas abertas e com bastante calor como foi aliás apanágio de toda esta jornada de início de época.
Valeu a valentia dos cães e a tenacidade dos caçadores que assim apresentaram no quadro final de caça oito (8) coelhos e duas (2) lebres que finalmente resolveram aparecer para engrossar o quadro final (longe vão os tempos em que elas eram consideradas um alguidar de carne, tal era considerado o seu valor gastronomico e quantitativo no monte final).