segunda-feira, 8 de novembro de 2010

LARGADA DE PERDIZES E FAISÕES DIA 31 DE OUTUBRO

Para manter a tradição, realizou-se no passado dia 31 de Outubro a largada anual de faisões e perdizes na nossa Associação.
Uma oportunidade de juntarmos uns quantos amigos que gostam de nos visitar neste evento.

Também aparecem alguns amigos que já há uns tempos não atiram a uma peça de caça, aproveitam para arejar a espingarda e acompanham-nos nestas lides cinegéticas que vamos desenvolvendo ao longo do ano.

Reuniu-se um número interessante de caçadores e atiradores, com quinze portas marcadas e um total de trinta pessoas a atirar.
As peças previstas para a largada foram trezentas, um número considerado suficiente, uma vez que dá para entreter o pessoal durante uma manhã, com as portas a serem rodadas quatro vezes e no final entram os cães para levantarem a caça poisada, digamos que é um dia diferente, não deizando de ser interessante.
Tendo começado as hostilidades, foram-se observando os pássaros nos seus voos, falava-se da sua evolução conforme o vento predominante se ia defenindo.

Os primeiros tiros não tardaram a surgir, tendo-se observado tiros de grande efeito, tiros de mestria e alguns atrasados que já não apanhavam a caça.
Um verdadeiro festival de emoções para quem aprecia atirar e ainda por cima a peças de caça, assiste-se a um espectáculo como há poucos no tiro.
Como seria de esperar e as nossa prespectivas não sairam goradas, foi uma manhã deveras interessante, onde assistimos a bons momentos de caça e tiro, com episódios engraçados, histórias mirabolantes, que o diga o parceiro do Júlio Romão, que farão deste dia um dia para mais tarde recordar.
Interessante foi também o tempo que se fez sentir, pois que em cada rodagem de portas, lá vinha o chuveiro, como dizia o João Luís: - cada porta cada molha.
No final da manhã o "tableau de chasse", não foi montado com a dignidade que a caça mereçe, o tempo não o permitiu, mas compôs-se com a dignidade possível.

O almoço serviu para nos reconfortar o estômago, já a dar horas, fruto dos esforços realizados e o nosso cozinheiro tudo fez para nos acalmar mente e espírito.
No final houve uma surpresa há muito prometida a um dos sócios (alentejano por sinal), que foi o arroz doce, iguaria muito apreciada e que fez a delicia dos presentes, eu prefiro o bolo de mel.
Pois foi assim neste ambiente formidável que se passou mais um dia de Largada ás perdizes e faisões , um convívio sempre porreiraço.
Fica para amanhã o relato do rabisco, até lá.

A CONCENTRAÇÃO


AS ORDENS DO PRESIDENTE


PONDO AS CONVERSAS EM DIA

AGUARDA-SE A PARTIDA PARA AS PORTAS

A CAMINHO DAS PORTAS

O "TABLEAU DE CHASSE"

O ALMOÇO ESTEVE BASTANTE ANIMADO

FALA-SE SOBRE A LARGADA, CONTINUA-SE A MATAR CAÇA, É UM ESPECTÁCULO.

ESTE AMIGO GOSTA DE ARROZ DOCE "GOSTAS POUCO, GOSTAS!"

COM A BARRIGUINHA CHEIA, CAFÉ TOMADO, UMA BAGACEIRA DE MEDRONHO, SÓ FALTA O CIGARRINHO.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CAÇADA DE 30 DE OUTUBRO DE 2010

Caçando e atirando á chuva



Se as perdizes não soubessem voar, neste dia teríamos de as procurar com redes de pesca, tal era a concentração de H2O no ar. Dia de chuva torrencial que pôs á prova os melhores impermeáveis, alguns como o meu são impermeáveis até á pele.

Ainda assim o dia não correu muito mal, 15 das vermelhinhas, das verdadeiras patas vermelhas
e duas lebres, nada mau para estes carolas que continuam na sua senda irredutível de não deixar nenhum dia de caça por fazer, antes partir que torcer, como diriam nossos avós.


Duros como poucos, procuramos merecer os belos petiscos que nos preparam os nossos magníficos cozinheiros,como podem ver as chapeletas dos cogumelos eram de respeito e o "SOUSA" tem dedo para a coisa, também não á chuva, vento ou sol que detenham a vontade e o gosto que temos de andar pelo campo atrás das nossas amigas.


Passou-se assim mais um dia, o almoço estava divinal, a chanfana de javali estava merecedora de ser apreciada pela mais afamada confraria, ou caso ela não exista, fica aqui lançado o repto, cria-se, sendo nós os primeiros confrades, que assim defenderemos, agora e sempre a “CONFRARIA DA CHAFANA DE JAVALI”, como manda a lei.

Vamos a outro dia que este já vai longo, até já.







segunda-feira, 25 de outubro de 2010

CAÇADA DE 24 DE OUTUBRO DE 2010

Domingo, 7 horas de uma manhã de um Outono caracterizado por temperaturas demasiado elevadas, quicá consequências dos desmandos que a espécie humana teima em exercer sobre o nosso planeta azul.
Através da janela vislumbro a luminosidade matinal, saio e enfrento um vento agreste que não me agrada e que enfrento positivamente pensando "Pelo menos não me vou molhar, certamente o mato está enxuto".
Apresto-me assim para mais um daqueles passeios matinais (cientificamente designados por Jornadas Cinegéticas) enfrentando giestas, rosmaninhos, tojos e algumas!! balsas que, de uma forma persistente e eficaz, teimam em nos "abraçar" de uma forma tão calorosa que nos apetece ficar por ali, descansando paulatinamente num qualquer daqueles "sofás graníticos" engenhosamente colocados nas barreiras do Tejo.
Definido o percurso do dia deslocámo-nos para o local, devidamente acompanhados pelos fiéis canídeos, e de imediato começaram as primeiras adversidades - o nevoeiro veio ao nosso encontro. Calma e cuidadosamente enfrentámos as contingências da natureza e iniciámos mais uma jornada de caça, num terreno dificil e muito denso, que nos levaria até às empinadas barreiras do Tejo,na zona da Barca da Amieira.
As “vermelhinhas”, a coberto do denso nevoeiro e tendo como aliada a flora local, não deixaram os seus créditos por asas alheias e prontamente nos brindaram com um baile de se lhe tirar o chapéu. Desportivamente continuámos o passeio e, com maior ou menor dificuldade, fomos avançando . Houve tiros, uns certeiros e outros propositadamente falhados para preservar a espécie, suspeitas de javalis em fuga e até um encontro imediato de um desses “bichinhos” com um companheiro que, de gatas, procurava apanhar o dito á mão(é preciso ter coragem!! (Um verdadeiro Òbelix dos tempos modernos). Decorria a manhã, e, enquanto o primo Júlio, que só atira a Perdigões com pelo menos dois anos, procurava pendurar um desses belos troféus, lá fomos compondo o ramalhete que, no final, se saldaria na cobrança de dezanove belissimos exemplares .
Foi mais uma extraordinária manhã em que, fundamentalmente, se cimentou na amizade do grupo e que culminaria num dos já famosissímos almoços onde não faltaram os não menos famosos complementos: àgua pé, tinto e branco de produção local,bolo de mel e o respectivo medronho.
Como nota final e porque já se vinha notando a falta de apetite de alguns dos convivas,o Luís Alberto, vulgarmente conhecido por Sousa, especialista em veredas e produtos naturais procedeu, numa jogada de antecipação ao homem da moca ( o amigo José Xisto que apesar de ter deixado de dar ao dedo continua a participar nestas caminhadas), à primeira recolha de material alucinogéneo(cogumelos) que, magistralmente confeccionou e serviu aos companheiros que acusavam algum fastio, preparando-os desta forma para o almoço que se seguiria e ao qual já me referi.
E, como diria um amigo de outras andanças: “Isto é lindo!”- Vejam-se as fotos!!!
Boas caçadas
Zeg





sábado, 23 de outubro de 2010

LARGADA DE PERDIZES E FAISÕES DIA 31 DE OUTUBRO EM AVESSADA


No dia 31 de Outubro vai ser levada a efeito a largada anual da nossa Associação.
Se gostas de dar uns tiros á caça, se gostas de passar um dia diferente e em boa companhia, tens já motivos sufIcientes para te juntares a um dos melhores grupos de caça a actuar em Portugal.
A inscrição dá direito a levar a caça abatida, em proporção ao número de caçadores,ao taco e ao almoço.
As inscrições podem ser feitas até ao dia 28 para:
VITOR GONÇALVES - TLM. 919198969
JORGE MATOS - TLM. 927429212

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CAÇADA DIA 16 DE OUTUBRO

Haviam já decorrido 15 dias, desde a última vez que tinha ido caçar, somente o tinha feito no dia 3 e 5 de Outubro.
A vontade de estar no campo, era já muita e o vício de correr atrás das “patirrojas”, (patas vermelhas), como dizem “nuestros hermanos”, já estava a dar mau dormir de noite.
Será que o dia 16 de Outubro nunca mais chega? Finalmente chegou, e com ele o bom tempo, os amigos de sempre, estava iniciada mais uma jornada de caça às perdizes BRAVAS.
Organizam-se os caçadores às ordens do nosso Exmº. Sr. Presidente, sim, porque hoje tivemos pelo menos quatro estreias, não na caça ou como novos sócios, mas estreias na época, pensavamos que já não vinham, mas afinal "eles" vão aparecendo.
Lá nos metemos no mato, embora se note ainda bastante o nevoeiro, poderá afectar o faro dos cães, mas lá vamos nós, cinco minutos depois estamos todos ensopados, o mato está todo molhado da maresia da noite.
Tudo isto são contradições a que já estamos habituados, mas que poderão dar trabalho a curar, secar a roupa no corpo tem os seus custos, eu que o diga, dois dias com dores no corpo todo. Cedo começaram as hostilidades, ainda não tínhamos corrido 50 metros e já o “Sousa” atirava às perdizes que estavam paradas á beira do caminho, bons indícios para o dia.
Continuou a caçada e os lances sucedem-se uns atrás dos outros, a minha vez ainda não tinha chegado, mas a “Missy” já tinha dado boas indicações das perdizes terem estado por ali, mas elas agora já não esperam muito por nós, andamos por ali aos coelhos umas duas ou três vezes e elas já desconfiam dos barulhos todos, começam logo a ganhar terreno por conta.
Mas andamos mais uns cabeços com o mato a atrasar-nos e a molhar-nos até aos ossos e eis que se levantam quatro perdizes á minha frente, talvez a “Missy” ou o “King”, quem sabe, no meio do mato nem os cães vemos, dou sinal ao Prof. Gonçalves e vamos atrás delas, no cimo do cabeço os cães dele levantam-nas, perdizes no ar dois tiros meus a uma delas e vai-se embora, bastante ferida, mas abala a magana.
Mais uma que vai ficar no mato para os bichos. Continuando a marcha, com mais tiros e mais perdizes atiradas, umas cobradas, outras bem falhadas, há de tudo, o calor começa a fazer das suas.
Na volta de regresso acontece que quando vou para dar apoio ao Presidente para bater uma mancha de eucaliptos, a minha perdigueira resolve fazer das suas, primeiro dá um escarreiranço a um coelho que vinha a ser tocado pelo cão do Presidente, até parece que levava lume atrás do bicho, chamo por ela e quando vem a chegar perto de mim faz uma paragem a uma vermelhinha que só faltou a máquina para a fotografia, uma coisa espectacular, incentivei-a a entrar á perdiz, o que fez na perfeição e o lance culminou com a perdiz cobrada e entregue como mandam as regras, como disse aos outros depois, foi um lance que valeu pela manhã toda, e do qual me orgulho pelo trabalho da cadela.
A cadela do Prof. Zé Gonçalves no regresso, fez-se a uma perdiz, também com uma belíssima paragem, tendo-a abocado, sem a perdiz ter levantado. Tendo em conta o sítio onde estava, poderia ser a tal a que eu atirei de manhã, se era foi bom, menos uma que fica para os bichos e serviu para afirmar os excelentes ventos que essa cadela demonstra, outro excelente lançe de caça.
Ainda fomos dar a volta às vinhas, mas as perdizes de lá têm todas a faculdade, não esperam por nós, deram um voo e ei-las que passam a “A23”. Da próxima vez temos de ir com mais cautelas.
Quero ainda salientar que neste dia fomos acompanhados por um casal simpático, residem em Lisboa, mas reconstruiram uma casa numa das nossas aldeias, onde vêem passar os fins-de-semana, foi com muito gosto que os recebemos no nosso meio, espero que tenha sido para eles uma experiência muito positiva, e, que sirva para ajudar a desmistificar tudo o que de menos bom se diz da caça e dos caçadores na generalidade. A Sandra portou-se como uma valente, tendo acompanhado o nosso amigo Joaquim Luís em todo o percurso, jornada de caça cumprida. Teremos caçadora?
Chegado o meio-dia é hora de ir ao almoço, a nossa “cozinheira” desta vez preparou-nos um arroz de cabidela, estava impecável.
Comeu-se no final o famoso bolo de mel e bebeu-se a não menos famosa aguardente de medronho, estava feito o dia para hoje, que magnifica jornada de caça, todos tivemos direito a troféu como é apanágio da nossa associação, vamos esperar que o próximo dia seja igual ou ainda melhor que este, até lá.





sexta-feira, 15 de outubro de 2010

GRANDE FEIRA DE CAÇA DO NORDESTE TRANSMONTANO


Realiza-se em Bragança, no fim-de-semana de 29 de Outubro a 01 de Novembro a 9ªNorçaca,Norpesca & Norcastanha 2010.
Feira já bastante enraizada nas gentes destas terras e nos muitos forasteiros que aproveitam a ida á feira para visitar a região e desfrutar das suas potencialidades, tanto cinegéticas como gastronómicas.
Durante a feira decorrerão os mais variados eventos, tais como, tiro ás hélices, montarias, mostra de cães, largadas de perdizes e faisões, etc, etc,.
Motivos de sobra que decerto levarão mais uma vez milhares de visitantes a estas terras de "Nove meses de Inverno, três de Inferno", que tão bem sabem receber.


(programa da feira)

1ª FEIRA DE CAÇA EM MEDA


O municipio de Meda vai realizar no fim-de-semana de 11 a 14 de Novembro a primeira feira de caça, floresta e produtos regionais.
Realizam-se conjuntamente com este evento montarias aos javalis e largadas de perdizes, entre outros.
Um certame a visitar, e certamente para ficarmos fans.