quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

TORDOS EM FORNOS DE ALGODRES


Estreia para mim caçar na Beira-Alta.
Foi com imenso prazer que acedi ao convite do meu amigo e companheiro de luta, Joaquim Gomes para ir caçar a Fornos de Algodres, com ele e com os amigos do grupo de caça, a saber: Antoninho, Luís e Agostinho.
Viagem feita de noite para se apanharem os bichos ainda de pijama e obrigar aquela gente a levantar-se cedo para nos passarem as credenciais para a jornade de caça.
Fomos caçar por detrás do cemitério, zona boa de tordos.
Este ano não será nada de excepcional para os tordos, como diz um amigo, "ainda não caiu neve para matar a bicha do chão" e a ser assim desta maneira, este ano será até ao final muito fraco em passarada.
Neste dia tinhamos de se aplicar e tirando alguns das nuvens, lá fizemos a nossa meia dúzia, confesso que somos um pouco marteleiros, também as noites mal dormidas e as directas não ajudam lá muito a por os olhos finos.
Mas o melhor da festa estava para chegar com a hora do almoço a aproximar-se, fomos até uma quinta de um amigo, onde ele nos brindou com uma magnífica cabidela de galo, estava um espéctaculo, e regada com um vinho que o Luís tinha levado, e que por sinal até parecia que não fazia mal, meus amigos foi de estalo, um dia como deveriam ser todos os nossos dias, se possível fosse, aja saúde.
Seria um bom final de dia, ninguém o duvidava, mas em Aguiar-da-Beira, há a Festa da Chouriça e um amigo fez a fineza de nos convidar a conhecer e a participar da festa e da romaria, não vos digo nada, aquilo era pessoal a cantar o fado á degarrada, concertinas ao desafio, música popular, fogueiras e assadores para as ditas chouriças, pão e vinho com fartura, enfim, aja saúde e aja coração, as pessoas são boas, estas serão das melhores que tenho conhecido por aí.
Para final de dia não se podia pedir mais nada,
mas os dias de tordos podiam ser todos assim, podiam e se não fossem não seria a mesma coisa, ficou combinado para dia 30 de Janeiro mais uma caçada e uma chanfana no monte.
Depois conto o resto, até lá.




TORDOS EM TORRE DE MONCORVO


No dia 6 de Janeiro fomos um grupo de malta fixe caçar aos tordos em Torre de Moncorvo, mais precisamente na aldeia de Larinho, indicação de um amigo comum que é natural daqueles lados.
Uma viagem grande e cansativa, que demora umas horas largas e devido a isso chegamos ao local já um pouco tarde, com os tordos já levantados e tocados a tiros de uns amigalhaços que não lhe davam descanso.
Como não eramos conhecedores daqueles locais, pois eramos quase todos virgens, por lá nos fomos colocando e esperançados em apanhar alguma coisa de jeito.
Não é que não houvesse tordos que os havia, não em grande quantidade, mas davam para fazer um molho jeitoso, não fossem alguns grandes falhanços e outros tocados a ventos quase ciclónicos que os disparavam a velocidades
que pareciam foguetes e como não tinhamos as anti-aéras lá se passavam alguns.
No final do dia e após uma acção de fiscalização a que fomos sujeitos, o saldo foi positivo pois ninguém se aleijou e troxemos uma média de seis tordos cada um, uns mais outros menos, deu para matar o vício.
O almoço foi dentro do normal que se pode comer nestas paragens, sem ser excepcional, eu prefiro sempre uma boa posta de vitela, outros preferiram o cozido á portuguesa, mas como esse é bom é nas nossas terras, deixei-o para os do norte.
De tarde ainda fomos a uma quinta de um caseiro amigo onde tentamos aumentar a conta, mas a passarada não esteve pelos ajustes , com uma amena cavaqueira no monte terminamos a nossa visita a terras Trás-os-Montes.

sábado, 1 de janeiro de 2011

BOAS CAÇADAS PARA 2011


A Associação de Caçadores do Concelho de Mação, deseja a todos os sócios e amigos um ano de 2011, cheio de boas caçadas e de boa camaradagem.
Bom ano a todos os caçadores e seguidores destas tertúlias da caça.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO DE 2011


A Associação de Caçadores do Concelho de Mação, deseja a todos os sócios e amigos, os votos de um Santo e Feliz Natal, bem como um Ano Novo próspero e pleno de satisfações, tanto no plano venatório como pessoal.

MONTARIA EM PENHASCOSO

No dia marcado lá nos apresentamos para a primeira montaria do ano em Penhascoso.
Muitos convivas presentes, entre amigos e conhecidos, éramos perto de 100
pessoas, uns caçadores, outros acompanhantes, um dia de festa, como devem ser os dias de montaria.
Com a máquina completamente oleada, as inscrições foram-se sucedendo num ritmo que antevia uma ida para a mancha ainda cedo, não fossem aqueles que não sabem assumir os compromissos, ainda se tem muita consideração por algumas pessoas, e são essas as primeiras a falhar, fica o recado dado.
O taco esteve á altura das exigências, ficando os monteiros com os estômagos confortados para aguentar as três horas previstas para dar a volta á mancha com as matilhas.
Partimos para a mancha e fomos colocados com uma precisão de fazer inveja a qualquer montaria por esse país fora, os postores são os próprios caçadores que sendo conhecedores dos terrenos, vão com os seus veículos de todo-o-terreno, ou acompanhando que os tem, e assim se colocaram todas as portas, com disciplina e sem muitos espalhafatos.
As matilhas entraram na mancha assim que receberam orientações de que a mesma estava fechada. Não decorreu muito tempo até se começarem a ouvir as primeiras ladras, que, diga-se, foram uma constante até ao final da monatria, sinal evidente da existência de porcos com fartura. Estava um dia de vento muito forte e entrava muito ar na mancha, talvez por isso os porcos se mostrassem muito renitentes em sair às portas, os seus finos narizes avisavam que por aquelas bandas havia pessoas que tinham tirado o dia para lhes fazer a “folha”. Mas fosse esse o principal motivo, outro houve em meu entender, que decidiu o resultado da montaria.
Os cães de pergaminhos firmados, ou não conhecesse eu os matilheiros de outras cegadas, foram bons a encontrar e perseguir os porcos, faltou foi dente, daqueles que ou sai o porco, vai às portas e morre a tiro, ou fica e morre com um palmo de aço nas costelas. O resultado final para os cães foi mau, houve muitos feridos e penso que um morto, cara despesa para tão nobres animais que não desistem perante tão duros adversários, para nos dar alegrias e emoções desta natureza.
Já a montaria ia na sua curva final quando veio um porquito dar um passeio pela zona da minha porta e pela do Jorge, mando-lhe um tiro, que saiu um pouco traseiro, tendo-lhe ficado cravado num presunto de trás, seguindo na direcção do Jorge que lhe enfia mais um tiro nas costelas, e não o secou logo ali porque a carabina encravou, foi rematado mais á frente por outro Monteiro.
Saldo final apresentado no quadro de caça de seis javalis, sendo dois navalheiros e quatro porcas. Um resultado que poderia ser mais substantivo se os cães tivessem mais força para forçar os porcos a sair para fora da mancha.
Um dia bem passado em boa companhia, sem acidentes a lamentar, excepto os dos nossos amigos caninos, boa comida, com o porco no espeto a resolver o problema que já todos sentíamos às cinco da tarde.
Uma nota final, somente para dizer
que daqueles porcos que se viam á volta da zona industrial de Mação, agora andam lá menos seis. Certamente no número total daqueles que vieram com a vaga de frio isso não se fará sentir, mas é para dizer que devagar chegamos lá, é só uma questão de nos deixarem.
Bem ajam e até dia 22 de Janeiro de 2011, no mesmo local às oito e meia (08H30).
Bom Natal e Boas Festas de Ano Novo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

FESTA DOS CAÇADORES DO NORTE MACEDO DE CAVALEIROS


Vai realizar-se no último fim-de-semana de Janeiro de 2011, em Macedo de Cavaleiros a XVII festa dos caçadores do norte e conjuntamente a XV feira da caça e V feira do turismo.
Como é do conhecimento de todos , este fim-de-semana será repleto de eventos no local, tais como, largadas, provas de cães e as famosas montarias do nordeste transmontano.
São razões mais que suficientes para que vamos passar uns dias diferentes na companhia das gentes de Trás-os-Montes.
Deixo-vos o programa das festas para que se possam decidir pelo dia ou dias em que se deslocará até á Terra Fria.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

INVASÃO DE JAVALIS SELVAGENS EM PENHASCOSO (ÚLTIMA HORA)

Elas estão a chegar cada vez em maior número, já se torna quase impossível andar pelo centro da freguesia sem tropeçar em algum.
Vejam os vídeos captados durante a tarde junto á zona industrial de Mação.
Tudo o que foi visto até hoje são meras coincidências.
Esperam-se resultados fabulosos no dia 18.
Vejam o vídeo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

INVASÃO DE JAVALIS SELVAGENS

Devido á grande vaga de frio que tem assolado a Europa, tem-se verificado um anormal êxodo de animais. Este fenómeno, dizem os entendidos, só poderá ser explicado, não cientificamente, pois tal nunca foi verificado, mas somente tendo em conta as vagas de frio e vento gelado acompanhados de grandes chuvadas, anormais para a época, que justificarão tal fenómeno.
Como é do conhecimento de todos os caçadores, até esperado por muitos, as migrações de tordos e pombos, são hoje uma agradável visão nos nossos céus, mas o que foi ultimamente observado nos bosques, tanto de terras de “nuestros hermanos” e já dentro das nossas fronteiras, é algo que nos deixa perplexos, mas ao mesmo tempo radiantes de alegrias.
Isto porquê? Porque têm-se visto varas de javalis a dirigirem-se para Portugal, mais propriamente para a zona do concelho de Mação, e segundo últimas notícias, os animais têm ficado acamados e deambulado á noite pela freguesia de Penhascoso.
Este estado de coisas tem deixado preocupados os dirigentes da Zona de Caça Municipal do Penhascoso, que têm uma montaria marcada para o dia 18 de Dezembro, e, assim poderão ter sérios problemas de logística, ao nível de transporte de reses abatidas, pois com o elevado número de animais na zona poderão ver-se em apuros para a retirada das mesmas da zona da mancha no final da montaria.
Outro dos problemas que poderão surgir no futuro, é o das pessoas ficarem enjoadas de comer javali, levando ao extremo de se perder até o interesse pela sua caça, o que poria em causa as outras três montarias marcadas para os meses de Janeiro e Fevereiro.
Para terem uma ideia mais ou menos aproximada daquilo que relato, deixo apenso um vídeo feito nas últimas horas, que regista a passagem de um grande grupo (vara) de animais nas últimas horas, já bastante perto de Penhascoso, iriam a passar, segundo relatos dos observadores, junto do nó da A23, perto da saída para São José Das Matas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CAÇADA DE 21 DE NOVEMBRO

“O dia da revienga”
Para cumprir o último dia do calendário procuramos fazer algo de diferente.
Pena foi que alguns dos participantes não estivessem devidamente informados e o desfecho final seria outro, mas passemos aos factos.
O dia amanhece esplendoroso, queria que os nossos dias de caça terminassem de forma diferente ao que tinham começado, o início da caça foi inaugurado debaixo de uma chuvada enorme e com um vendaval que levava tudo pelos ares.
Assim para fecho das jornadas cinegéticas juntaram-se cerca de trinta amigalhaços, talvez o número mais elevado desta temporada.
A “revienga” estava lançada e só faltavam os pormenores, como sempre á última da hora, há-de falhar sempre qualquer coisa e aqui não foi diferente, uns sabiam da coisa e vinham preparados, outros nem por sombras o sonhavam, falta da organização, um ponto negativo.
Dois grupos se formaram, um para ir às perdizes, outro para o que viesse, parte-se para a zona a bater e começa a caçada.
Cães no terreno, uma grande algazarra com cães a pegarem nos “coelhos pretos” e a fugirem para fora da mancha, o grupo das perdizes a embaraçar-se com os “coelhos pretos” , e o grupo das esperas a falhar com os objectivos fixados, enfim tudo ao contrário.
Caça em abundância, tanto de aves como de bicharada da outra, no final veio para o monte somente sete (7) perdizes.
Um dia em que não se aproveitou nem caça menor, nem maior, e com todas as possibilidades de ser um dos dias melhores da temporada, a qualquer dos níveis, teria era de ser melhor planeado.
Fica aqui o reparo e de futuro mais cuidado.
Apraz-me dizer que foi bastante simpático da parte do pai do nosso Amigo e sócio Eng. Carlos Barata, o facto de ter trazido o seu acordeão, que com ele animou o pessoal depois do almoço, com algumas das “modas” que se tocavam no bailes de antigamente e que trouxeram boas recordações aos presentes, houvessem raparigas e estava feito o bailarico.
Quero também comunicar a todos os sócios, que tivemos ao almoço a presença do nosso querido amigo Eng. Armando Murta, após um grande período de recuperação, fruto de uma doença que o tem afectado bastante, mas que ele está a combater com todas as suas forças, superando com bravura e tenacidade esta fase menos boa da sua vida.
Força Armando, estamos todos contigo, esperamos ter-te a caçar entre nós brevemente.
Passou-se assim mais um dia, este foi decerto o mais triste dia de todos, porque foi o último dia de caça para a nossa Associação este ano. Esperemos que ainda possa haver uns dias aos tordos em 2011 e talvez uma montaria, aguardemos.
Até lá um abraço e continuarei a dar novidades do que se for passando no nosso concelho e com a malta conhecida, tanto nestas terras, bem como em outras onde formos indo.
J.R.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAÇADA DE DIA 13 DE NOVEMBRO

" VENTOS DO MONDEGO"
Este foi um dia de caça diferente dos demais, diferente porquê?
Porque tivemos na nossa companhia os nossos amigos de Formoselha, que vieram passar um dia de caçaria na nossa companhia, atrás das nossas perdizes, ou o que for.
Apresentou-se o dia numa forma excelente que até apetecia metermo-nos por esse campo fora durante horas e horas para exercitarmos o corpo e extasiarmo-nos com esta paixão que nos move fim-de-semana após fim-de-semana.
O espírito é este mesmo e damos assim inicio á caçada com uma linha de batedores de respeito, as portas hoje também estavam guarnecidas com atiradores de elite como no final viemos a comprovar.
Tardaram os primeiros tiros e quem abriria as hostilidades seria o nosso amigo Toco que cobrou uma perdiz num lance muito bonito.
As vermelhinhas aguentaram o que puderam lá no alto do cabeço, mas a persistência e a tenacidade dos nossos amigos que não se detiveram perante a dureza do monte, fizeram com que elas lhes saltassem á frente, um bonito bando de cerca de 20 perdizes, ainda há destes bandos mesmo decorridas várias jornadas de caça, tendo eles cobrado desse bando cerca de 6 perdizes. Lances bonitos com tiros de belo efeito, e com cobros bastante bem efectuados.
Com alguns tiros aos tordos, às perdizes e um ou outro coelho falhado lá se foi passando a manhã, continuávamos todos bastante animados porque as espécies cinegéticas teimavam em aparecer, nós também tínhamos vagar para lhes dar luta e continuamos.
Uma “bonita” raposa atravessou-se á frente do “Sousa” e digo-vos : - aquela não come mais nenhum coelho! Continua em forma este nosso amigalhaço.
Também aproveito para lançar um aviso ao Rui para que ensine os cães dele a respeitarem mais a caça, não querem lá ver que apanharam uma perdiz que andava a fazer dieta, já uma perdiz não pode ir ao "Póvoas" para fazer um regime que vem logo um cão engraçadinho estragar a dieta da bicha, enfim.Estiveram em grande os nossos amigos e todos eles livraram a sua grade, o mesmo não posso eu dizer, mas bonito é deixarmos que os nossos convidados se divirtam, senão numa próxima vez não queriam vir. Desculpas!
O quadro final da caçada apresentou 17 das vermelhas e 1 flanelas, troféu para todos, mais uma vez cumprimos os objectivos. Somos ou não os maiores? Claro que somos.
Mais uma manhã excelentemente passada, boa companhia, para rematar tivemos um almoço servido pelo nosso cozinheiro residente, que é o amigo César, á base de javali estufado com batata cozida, embora houvesse também prato de dieta, pois houve quem comesse uma latinha de atum com as ditas. O bolo de mel também apareceu no final e o café foi servido por um excelente empregado que só será comparado á moçoila de que nos falou o Prof. Gonçalves na sua crónica do dia 7 de Novembro.
Quero também deixar uma palavra de consolo aos nossos amigos e aos irmãos Gonçalves em particular que não puderam estar presentes na caçada, por afazeres pessoais e profissionais, não se preocupem, mais dias virão, Domingo há mais e contamos com vocês. Esperemos que os convidados não tenham dado por perdido o tempo que passaram na nossa companhia e ficamos a aguardar uma próxima visita que será porventura na próxima época cinegética, ou até antes, nunca se sabe. Para eles um obrigado muito especial, pela ajuda que nos deram e pela excelente forma como se integraram no seio dos caçadores da nossa Associação.
Até á próxima.
J. R.