quarta-feira, 18 de maio de 2011

CONHECER AS ESPÉCIES DO DIA DA ABERTURA II


O Coelho Bravo



O coelho é uma das espécies cinegéticas de pêlo, de maior importância e bastante apreciada pelos caçadores portugueses. Era, até meados do século passado, muito abundante em toda a Península Ibérica, pois a sua fácil e rápida reprodução gerava elevadas populações. A diminuição das populações deste lagomorfo na Península Ibérica deve-se a uma série de factores: propagação de
doenças (mixomatose no ano de 1960 e hemorrágica viral em 1990); competição com herbívoros de maior porte; elevada densidade de predadores generalistas (raposa, saca-rabos e javali); acção do Homem e o abandono do uso tradicional do solo e seu cultivo.


Nome científico: Oryctolagus cuniculus

Distribuição
Este animal pode encontrar-se disseminado na Europa, África, Ásia, América, Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal, pode ser observado em práticamente todo o território.

Protegido
Como espécie cinegética, tem sido, criadas reservas onde a espécie fosse protegida.

Durante longos períodos do ano, a sua caça é proibida sendo essa proibição acatada pelos caçadores conscientes da necessidade de proteger a espécie e da importância da mesma.

A febre hemorrágica viral tem sido outro dos factores de desaparecimento desta espécie, em alguns locais. Gostam de viver em grupos, que podem atingir os 30 elementos, mas quando o perigo espreita, fogem desorganizadamente, cada um para seu lado, tentando encontrar arbustos densos, que garantam alguma protecção.

A sua cor característica cinzento acastanhado, é uma forma de camuflagem importante para se proteger.O coelho bravo gosta de viver em zonas de erva alta onde se pode proteger dos predadores naturais, e assim alimentar-se em relativa segurança.

Reprodução
A sua reprodução é fácil e frequente, tendo o seu ponto forte no início da Primavera.

Tamanho, peso e esperança de vida
Os coelhos bravos pesam entre 1,5 e 2,5 kg, medem cerca de 40 cm e podem viver cerca de 9 anos.

CONHECER AS ESPÉCIES DO DIA DA ABERTURA I


A Rola-Comum

Como espécie cinegética, a rola comum é uma das espécies mais procuradas pelos Caçadores Portugueses. Encontra-se protegida durante uma grande parte do ano, e o seu estudo e monitorização durante a época de permanência na Península, garantem a verificação de alteração de hábitos de forma a não colocar a espécie em perigo.



Nome científico: Streptopelia turtur

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbinae
Género: Streptopelia

Distribuição
Esta espécie de rola pode ser encontrada na Europa, na Ásia e na Europa, onde ocorre entre a Primavera e o Outuno.

Migrações
Até há poucas dezenas de anos, esta espécie era migratória. Voava, quando chegavam os dias mais frios, até ao Sul da Europa, junto do Mediterrâneo e até ao Norte de África, regressando ao ponto de partida na Primavera, quando as condições climatéricas eram mais favoráveis. Porém, nos últimos anos tem-se notado que nem todas as rolas fazem esse caminho, sobretudo as originárias do Sul da Europa, que por aí ficam durante todo o ano.

O ninho
A rola tem dificuldade em fazer o seu ninho, que pouco passa de alguns pequenos ramos planos cruzados entre si. Por esse motivo, as rolas procuram nidificar nos cedros ou em certos arbustos, onde facilmente dispõem de zonas de ramagem densa para poderem fazer o seu ninho.

Espécie cinegética
Como espécie cinegética, a rola comum é do interesse de grande parte dos caçadores, sendo uma das mais procuradas pelos caçadores portugueses. Encontra-se protegida durante uma significativa parte do ano, sendo as aves, nas épocas em que não existe protecção, monitorizadas, de modo a estudar as populações e verificar se não existem alterações de hábitos. Desta forma, a época de caça decorre de forma a que não se coloque a espécie em perigo.

Alimentação
A sua alimentação é feita com base em pequenas sementes e bagos de cereal que vai encontrando no chão.
O arulhar da rola é bastante conhecido e característico, funcionando como chamamento para outros animais da mesma espécie.

Tamanho
As rolas podem atingir um comprimento máximo de 30 cm, embora o tamanho mais comum seja 25 cm.

sábado, 30 de abril de 2011

CALENDÁRIO VENATÓRIO DE 2011 A 2014



O calendário venatório este ano sofreu algumas alterações, nomeadamente no que diz respeito á sua duração, que será de 3 épocas de caça.
Na parte da introdução de novas espécies de caça, as quais nao menciono no mapa, e que são o melro e a pega rabuda, deve-se ao facto de ainda não ser uma certeza absoluta.
Também não estamos tão necesitados de dar tiros para nos tornarmos nuns passarinheiros que vão para o campo com a ideia de atirar a tudo o que mexe.

(para ver o calendário clicar em cima dele)

J.R.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

PERCEBER ONDE COLOCAR O TIRO NUM JAVALI

Para que se perceba um pouco melhor onde colocar os tiros num javali as fotos colocadas irão dar uma ideia para o seu posicionamento.
Espero ter ajudado pois as ilustrações estão muito explicítas e devem ajudar a perceber como funciona o tiro quando atinge estas zonas dos orgãos vitais.
Boas caçadas.






J.R.

TEMPORADA DE ESPERAS AOS JAVALIS-LUA DE 09 A 19 DE MAIO

Caros confrades.
Vai iniciar-se no dia 09 de maio mais uma temporada de esperas aos javalis.
Os dias vão estar com temperaturas bastante agradáveis.
Tomadas todas as precauções para a nossa segurança e cuidados para com os insectos, vamos desfrutar do campo e dos animais.
O respeito pelas espécies é crucial para que possa haver um desenvolvimento sustentado.
As crias e fêmeas fazem falta para perpetruar as espécies, não lhes dêm caça de forma desordenada, limitem-se a caçar o vosso troféu de sonho.
Boas caçadas.




Um bom cevadouro é meio caminho andado para uma espera de sucesso.
Guardem cearas de aveia e trigo, é por lá que eles gostam de se empanturrar no inicio do seu passeio nocturno.

J.R

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ONTEM FUI-ME DEITAR E ...................


Manhã quente de Setembro.
Abrem-se as portas do atrelado e em catadupa saem os podengos, cruzados de beagle e podengo, alguns beagles, toda uma mistura de raças, uma paixão em comum com os donos, caçar coelhos.
Após umas esgravatadas e umas mijadelas para marcar território, os cães entram no mato e ouvem-se de imediato ladridos, sinais evidentes de que os coelhos andaram activos durante a noite e os rastos ainda estão frescos. É assim mais fácil para os cães fazerem o seu trabalho.
O caçador tem interesse em os animar na busca e no levante de algum coelho que tenha ficado para trás, aproveitam-se os rastos frescos, a manhã promete calor, os rastos perdem-se e o faro dos cães fica queimado com o ar quente e seco.
Rápido como um relâmpago eis que surge a toda a brida um flanelas, ora tapando-se com o mato, ora se deixando ver pelo intervalo das estevas, sempre com a matilha no seu encalço. Rápido, rápido, o caçador leva a arma á cara e efectua um tiro de chofre, como que por milagre o coelho dá três ou quatro cambalhotas, atingido em cheio pela granalha de chumbo nº 5, o mais usual neste tipo de caça com monte muito fechado.
O primeiro está no cinto, como se costuma dizer:
- A grade está “safa”!
Seguem-se mais ladras, mais corridas, muita animação nesta manhã de inicio de época, mais um tiro e ainda mais dois de seguida, parece uma metralhadora:
- Este ia a passar-se, mas ainda o consegui apanhar, quase a entrar nos buracos, já está.
É o segundo e seguir-se-iam ainda mais outros quatro perfazendo um cinturão com uma meia dúzia de orelhudos, uma caçada com bonitos lances de caça rematados por tiros de belo efeito e também com alguns falhanços, seriam uma boa dezena, mas as miras ainda não estão afinadas e o “swing” ainda não é perfeito, nada que mais uns dias como este não corrijam. Há-de se chegar á abertura geral já com a pontaria num mimo, para isto também serve a pré temporada.
Este ano os coelhos estão a mostrar que a criação correu muito bem e que as doenças ainda não apareceram ou estarão também já um pouco menos destrutivas, fruto do trabalho dos caçadores em proporcionar vacinas e programas de desparatização de covas.
Uma manhã bem passada em companhia de mais três amigos, juntamente com os nossos amigos canídeos, fizemos o gosto ao dedo, os cães treinaram os narizes e fortaleceram as patas, tudo em sintonia, uma máquina bem oleada está visto que trabalha bem.
E depois acordei e tive de ir trabalhar…………………………………………………

J.R.

quinta-feira, 10 de março de 2011

LIVRO "UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA"


O Caçador Açoriano Dr. Gualter Furtado, figura sobejamente conhecida no panorama da caça em Portugal, lançou recentemente o livro "Um contributo para a defesa da caça".
Palavras do autor:
"Retrata uma jornada de caça à galinhola na Ilha do Pico, tendo, como pano de fundo, a imponente Montanha que lhe caracteriza e dá o nome.
Além da visível cumplicidade existente entre o caçador e o seu cão, nela também constatamos a profunda relação com a natureza e com a biodiversidade, representada através da figura do caçador, parcialmente coberta pela vegetação, e da presença do coelho, da codorniz e da própria galinhola, símbolos incontestáveis da fauna bravia açoriana.
Encerra o fruto da enorme paixão que o autor sente pela natureza, retratada através de 215 páginas ilustradas por mais de 150 fotografias.
Trata-se, porém, de uma análise bastante racional e objectiva sobre o estado da actividade cinegética nos Açores, no continente português e nalguns países do mundo.

Transmite-nos a mensagem que a caça quando praticada com amizade, espírito de entreajuda, respeito pelo próximo, pela natureza e pelos animais é um acto social valioso, de cultura e muito importante.

Demonstra-nos que o caçador é um defensor leal da natureza, um respeitador das espécies cinegéticas, que possui uma grande relação de proximidade e de cumplicidade com os seus cães, os quais trata muito bem e não abandona como alguns teimam em afirmar.

Que o caçador colabora e promove na recuperação dos habitats, de tal forma que, se não fosse a prática venatória e este intenso empenhamento que só os caçadores conseguem demonstrar e realizar, muitas das espécies animais, cinegéticas e não cinegéticas, com particular destaque para as aquáticas e migratórias, já estariam, há muito, extintas.

Numa altura em que a actividade venatória foi novamente escolhida como alvo por um conjunto de gente da nova doutrina urbana e civilizacional, que pretende julgar como selvagens a caça e os caçadores ou mesmo bani-los face à lei; Pessoas essas que desprezam os campos e os seus costumes face ao brilho multicolorido, distante e insensível das cidades, que falam do que não sabem e do que não percebem."


É portanto uma obra que valerá a pena ter, como testemunho de camaradagem e cumplicidade que deverá unir todos os caçadores, uma obra para ler e desfrutar agora neste defeso que teima em não acabar.

J.R.

sexta-feira, 4 de março de 2011

FINAL DE MAIS UMA ÉPOCA DE CAÇA


Mais uma época de caça se passou e este ano com um saldo, ainda que não muito positivo, não se poderá classificar como o pior dos anos.
Agosto dia 15 abertura ás rolas e pombos, na nossa reserva somente se passeou e serviu para confirmarmos
o mau estado em que se encontram as populações de rolas no nosso país, e para reforçar a ideia de que enquanto não houver coberto vegetal á base de pinheiro os torcazes irão sempre ser em número reduzido.


O mês de Setembro foi como de há uns anos para cá muito quente, fazendo com que não se aproveite bem os trabalhos dos cães, e nem eles trabalham da melhor forma, narizes secos e rastos poucos e os que há desaparecem rapidamente. O saldo final traduz-se numa dúzia de coelhos mortos, ainda assim arranjou-se carne para os almoços, fruto da pontaria do “Sousa”, que só num dia colocou o saldo dele no positivo com dois porcos á cintura.
Outubro entrou e com ele a caça geral, coelhos, lebres e perdizes. As orelhudas este ano tiveram fraca adesão faltando á maioria dos encontros, um ou outra flanela de salto, e a perdiz lá continua a ser a rainha da caça menor e a compor o quadro final de caça, esperemos que este ano criem melhor e que se possam reforçar os bandos.A época de caça este ano terminou cedo, a 21 de Novembro fruto da renovação da licença da reserva,
por isso os tordos e os javalis de montaria tiveram férias e por esta época estão dispensados, que se preparem para a próxima, andamos com o olho neles e estamos-lhes cá com uma vontade, mas adiante que ainda faltam as esperas.
Felizmente não houve acidentes a lamentar, somente um ou outro incidente de percurso, temos de resolver uns problemas de logística e controlar os “predadores”, fora isso tudo corre às mil maravilhas no reino da Associação de Caçadores do Concelho de Mação.

Resta então esperarmos por Maio, altura em que começam as esperas aos porcos e a julgar pela amostras que se têm deixado observar a temporada será bastante promissora.
Entramos assim numa época de estio, mas haverá sempre motivos para escrever algum artigo e continuamos a querer a sua visita.J.R.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MONTARIA EM PENHASCOSO


DIA 27 DE FEVEREIRO, ÚLTIMA MONTARIA DA ÉPOCA.
Não deixes de comparecer na última montaria do ano na freguesia do Penhascoso.
Têm sido montarias que apresentam resultados acima das expectativas e que têm cativado muitos monteiros por este país fora.
A boa camaradagem aliadas aos bons petiscos e vinhos que são apresentados, fazem os condimentos essenciais para que tudo corra pelo melhor e valha a pena a visita.
Sendo assim no dia 27 deste mês lá te esperamos, até lá.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

TORDOS EM FORNOS DE ALGODRES II

"CHANFANA NA QUINTA DO SR. NORBERTO"
"VISITA Á CASA DO MOINHO"

Mais um dia de tordos pela bonita região da Beira-Alta, mais propriamente em Fornos de Algodres, e na quinta do Sr. Norberto.
Assim os tordos respondessem á chamada, como nós o fizemos, e seriam às molhadas, também da nossa parte havia o incentivo de uma chanfana de cabra para o almoço.
Decorreu a manhã com muita calma, tordos? Poucos.
A minha tarefa foi de os depenar e por a assar na brasa, porque os amigos do SEPNA vieram ter connosco e como não estava devidamente documentado, não cacei.
Cerca do meio-dia chegaram os nossos amigos de Vila Nova de Poiares “Capital Mundial da Chanfa
na”
, trazendo a dita nos potes de barro preto como manda a tradição.
Estava excelente, como aliás não seria de esperar outra coisa.
Já diziam os Ingleses no século XIX que somente o português para transformar carne em que até os cães dificilmente pegariam, num tão saboroso repasto.
Findado este delicioso almoço que foi bastante bem acompanhado pelo vinho do Sr. Norberto, um tinto da sua vinha particular, que deixa envergonhado bons vinhos de nomeada em Portugal, fomos convidados a tomar café e aperitivo na “casa do moinho” , propriedade de um amigo comum que recuperou um desses antigos moinhos de água e o transformou num local de retiro, que é ao mesmo tempo um museu etnográfico do melhor que tenho visto. Amor pelas coisas antigas da terra e muita carolice, transformam assim um sítio abandonado num local quase paradisíaco.
Lá tomamos o café e o digestivo, com muita conversa á mistura e com a promessa de voltar qualquer dia para uma visita mais demorada, quem sabe para degustar alguma lampreia, a ver vamos.
Voltamos para nossas casas pelo final da tarde, satisfeitos por termos amigos deste calibre, e que nos convidam para estas confrarias e caçadas, um bem aja a todos e até á próxima.
J.R.