segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS E FELIZ 2012

A Associação de Caçadores do Concelho de Mação, deseja a todos os sócios e visitantes umas festas felizes e um 2012 com tudo de bom. BOAS CAÇADAS.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MONTARIA EM SÃO JOSÉ DAS MATAS 12-11-2011

MONTARIAS EM TERRENOS ABERTOS.
As montarias realizadas em terrenos abertos, são uma lotaria, pode sair a sorte grande á organização, que apresenta uma mancha com a qualidade suficiente de animais, e, assim distribui pelos caçadores uma parte das fracções. Como pode também sair “lonas”, a mancha não apresentar animais. Estes factores em terreno livre, têm a ver com variadíssimos factores, como o tempo, o sossego na mancha, os comedouros, etc., No dia da montaria, também o trabalho de campo deve estar feito com dedicação e interesse, se assim for, o resultado pode nem significar muito, pois viram-se sinais evidentes de que os animais ali andam, se aparecem às portas, isso é uma incógnita. Mas a caça é assim.
Pois foi neste cenários que se apresentou a nossa montaria de 12 de Novembro, sinais de que os porcos visitavam a mancha, porque a comida dos cevadouros era comida na totalidade durante a noite, as expectativas eram boas, mas o resultado final saldou-se por um avistamento fugaz de um javali, por mim próprio, e uma raposa que não escapou ao tiro de um monteiro que já estaria mais impaciente. Não podemos apontar falhas às matilhas, elas bateram a mancha na totalidade, tanto na ida como no regresso, para pena nossa os cães não levantaram nenhum javali, pois eles não estavam dentro da mancha Á organização, não há que apontar nada, a caça é isto mesmo e quando se lida com animais selvagens, estes são sempre os resultados mais previsíveis. Foi isso sim, uma festa dos caçadores onde não faltou a boa disposição, um bom taco e um bom almoço no final da montaria, serviram para confortar os estômagos e fazer esquecer o que de menos bom houve na caçada, que foi a falta de porcos.
Mas a falta de animais com rabo, essa não se fez notar porque apareceram alguns com apêndices traseiros, que se não era instrumento de abano, era sem dúvida um adereço que lhe ficava muito bem, vaidoso andava ele por todo o lado a mostrar-se. Apraz-me realçar de que não se registou nenhum acidente, a caçada para o ano calhará melhor. Até lá boas caçadas. J.R.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PERDIZES NA AVESSADA 4º E ÚLTIMO DIA

Avessada, 27-11-2011. Já ninguém quer caça, fartura que vieste tão tarde. Não é que numa manhã como a que este dia nos brindou, só apareceram para caçar meia dúzia de caçarretas. Nem por ser o fecho da época das perdizes e coelhos, fez com que o pessoal saísse da cama, a azeitona tem sido muita e o pessoal anda cansado, enfim, diferente disto só mesmo uma noite de fados deixa o pessoal tão abalado. Umas canjas de perdiz, fazem milagres, porque não tentam.
Mas enfim lá fomos os poucos presentes para a nossa jornada final, dia difícil, porque a passarada anda esquentada e já não espera, ao menor sinal de perigo, ala que se faz tarde. É preciso pernas de aço para vencer os cabeços e a força do mato. Mas a vontade e a determinação fazem milagres e com os nossos cães lá vamos conseguindo levar uma ou outra perdiz ao bornal, para mim foi o melhor dia da temporada, quatro perdizes abatidas, mas somente duas no saco, enfim há-de haver dias melhores.
Assistiu-se a bonitos lances de caça, com bons tiros, bons cobros, e um facto que nos deve deixar cheios de orgulho. Mais uma vez foi abatida uma galinhola, e errada outra, prova mais do que evidente de que elas andam por cá e que gostam do sítio, a ver vamos se para o próximo ano haverá um dia dedicado às bicudas. Os orelhudos também compareceram ao encontro, pois também hoje, houve quem a eles se dedicasse em exclusivo, como os nossos amigos de Pero Pinheiro, convidados do nosso Presidente. Um dia bonito de caça, onde eles pareciam evidentemente satisfeitos e nós também por os termos na nossa companhia. Esperemos que voltem para o próximo ano.
Para terminar este dia, o nosso “CHEF”,deu-nos para degustar uma lebre confeccionada com feijão e tronxuda, estava bom, faltaria um pouco mais de presunto de lebre, mas elas só têm dois cada, foi por isso. Mas este dia não iria terminar sem que se nos fosse dado a ouvir um fadinho, fado vadio como deve ser todo o fado, cantado nas tascas que o viram nascer e por vozes que sem serem das mais melodiosas do mundo cumprem com a função. Da forma como foi cantado, que foi á capela, ainda o valoriza mais, o Sr. Jorge
é um verdadeiro artista, e está rodeado por um grupo de amigos que não o deixam ficar mal, grande acompanhamento, sim senhor, o Sr. João (Padeiro),é do melhor baixo que tenho ouvido por aí. Podem ouvir e ver no vídeo o que estou a dizer a opinar de vossa justiça. Perdizes, e coelhos, só para o ano, mas continuamos com as lebres os pombos e os tordos, enfim sempre há-de haver algo com que nos entretermos, para os que gostam, também há as montarias, então boas caçadas a todos. J.R.

PERDIZES NA AVESSSADA 3º DIA

Avessada, 19-11-2011. Este dia de caça foi um dia diferente pois caçamos dois grupos, uns caçadores de perdizes e outros caçadores de coelhos.
Vieram caçar connosco uns bons amigos de Penafiel, que com a sua habitual simpatia, além de nos auxiliarem com os laparotos, também nos quiseram brindar com um magnífico arroz de “Pica no Chão”, vulgo arroz de cabidela, que estava de se lhe tirar o chapéu, tudo bem regado com o vinho verde da região de Penafiel,em todoas as suas vertentes, branco, espadeiro e tinto. Somente vos posso dizer que o dia parecia que nunca mais acabava.
Dia tão bem passado que até a caçada ficou relegada para segundo plano, tal foi a fraca pontaria dos presentes, bem como a adesão de sócios que também foi fraca. A época das azeitonas, coincide com a da caça e elas (as pretas), são umas adversárias sérias, até ganham por vezes á caça. O quadro final ainda apresentou uns coelhotes, umas perdizecas, e uma galinhola, parece mentira, mas elas andam por cá e que gordinhas estão. A caça foi decidido por todos os presentes ser entregue como um gesto de amizade aos nossos amigos para fazerem um petisco, fica-nos bem estes gestos de generosidade, para quem também nos faz bem. Em relação aos amigos de Penafiel somente tenho de agradecer em nome de todos e como bem disse o Presidente, ficam sempre convidados para fazerem aqui na nossa Associação um dos seus dias de caça anual.
Sem querer parecer pretensioso e faltar ao respeito a nenhum dos amigos que se deslocaram de tão longe para caçar connosco, quero agradecer a todos em nome do Paulo e do Sr. Augusto, que me deixou sensibilizado com as suas palavras, esperamos por vós quando quiserem, para mim são da família. Até á próxima caçada e bem-haja a todos. J.R.

PERDIZES NA AVESSADA 2º DIA

Avessada, 13/11/2011. Farrusco…. Não! Não se trata de um daqueles fiéis amigos incansáveis que nos acompanham nas deambulações por montes e vales durante as nossas jornadas cinegéticas, o Tico, o King, a Missy, a Carriça, o Nero, a Cuca, o Tejo, o Joli e tantos outros, de nomes pomposos ou apenas vulgares, mas de uma lealdade inqualificável e inigualável dedicação aos humanos seus proprietários. Farrusco, e ameaçador era o aspeto matinal de um dia que prometia chuva em abundância, confirmando os alertas coloridos que os serviços meteorológicos proclamaram durante toda a semana. Talvez por isso apenas compareceram treze dos habituais destemidos e intrépidos caçarretas da nossa associação.
Poucos, esforçados, destemidos ou “doentes”, mas animados e conformados com um eventual banho matinal, afinámos estratégias e avançámos por entre as habituais carquejas, tojos, estevas, giestas, silvas e todo um conjunto de vegetação que, para além de se “agarrar” a tudo o que mexe, com especial apetência por caçadores, teimam em esconder eficazmente os “orelhudos” e as “vermelhuscas” que procuramos. Aqui e ali um tordo levanta, um melro escapa espalhafatoso (não leu a Portaria) e finalmente um latido, bandeira branca desfraldada e aí vai um coelhito que, perseguido, avança em altas rotações pelo caminho (IC 777- ainda sem portagem) quase atropelando o João que pensava tratar-se de alguma perdiz distraída que tivesse levantado. Vários “pregos” depois o dito acabaria por voltar ao aconchego da flora local sem qualquer beliscadura. Pouco depois o primeiro sucesso, o Luís cobra a primeira vermelhusca. Diz quem viu que antes de atirar ainda acendeu um cigarro. Aparentemente terá sido o isqueiro que as fez levantar (depois admiram-se da má fama doa caçadores e outros….).
Da chuva, nem sinal. Perdizes algumas (poucas) um ou outro lance vistoso e várias cobranças efetuadas pelos canídeos quando se perspetivava a perda de mais uma peça. Tiros esporádicos de batedores e esperas e, contrariamente ao habitual, diversos oryctolagus cuniculus (vulgo coelhos) desalojados dos seus locais de descanso. Como apontamento final e após mais um dos encontros imediatos e ruidosos que o Tico (o mini), promoveu com meia dúzia de coelhos, este humilde cronista e dois outros companheiros não conseguimos cobrar um destes roedores que, suspeita-se, estaria blindado não lhe causando qualquer beliscadura o “fogo-de-artifício” com que foi brindada a sua passagem numa “autoestrada” local. Sem chuva, com catorze vermelhuscas cobradas, uma valente caminhada nas pernas e um gostoso churrasco preparado pelo César, terminaria mais uma das nossas jornadas de confraternização cinegética. Boas caçadas zeg