terça-feira, 10 de julho de 2012

SEMINÁRIO SOBRE A MONTARIA TRADICIONAL PORTUGUESA EM ODMIRA

No dia 04 de Agosto vai haver um seminário sobre a Montaria Tradicional em Portugal, promovido pelo Clube Português de Monteiros, com o apoio da Câmara Municipal de Odemira e do Portal Alvorada, que visa objectivamente dar a conhecer toda a envolvência á volta da Montaria Tradicional.
Será certamente um debate de ideias onde se cruzarão experiências e as mais diversas ideias e opiniões sobre esta secular arte de caçar em Portugal. A caça Maior agradece e tudo o que se faça de positivo á sua volta é sempre de louvar. Esperemos que saim ideias para que o futuro seja preparado de forma em que este tipo de caça continue a ser praticado de forma sustentada e sempre de olhos postos nas gerações vindouras. A nossa herança também passa pela caça e pelo campo, é uma das mais-valias que deixaremos a filhos e netos.
J.R.

sábado, 7 de julho de 2012

PREPARATIVOS PARA "ACABAR" COM A CAÇA NA A.R.


Prossigamos na destruição do património público do país. Já vendemos o idioma e o cimento aos brasileiros, a electricidade aos chineses, os combustíveis, parte da banca, do Douro e da comunicação social aos angolanos, vamos vender a TAP aos colombianos ou espanhóis, o espaço aéreo a quem se verá, as minas aos canadianos, a construção naval a quem quiser, e até a água (a agua, meus senhores!) está na agenda. Mas até o pouco que resta, como património histórico, cultural, social e económico, está ameaçado — agora, não por excesso de liberalismo, mas por excesso de estupidez. Na semana que agora entra, o Bloco de Esquerda propõe-se fazer votar na Assembleia da República uma lei que, redigida de forma sibilina e cobarde, visa abrir caminho para a posterior proibição de touradas, circos com animais, caça e pesca desportiva. Para já, o projecto de lei diz pretender apenas “condicionar” o “apoio institucional ou a cedência de recursos públicos” à “não existência de actos que inflijam sofrimento físico ou psíquico, lesionem ou provoquem a morte do animal”.
Parece pouco, mas é imenso: “condiciona” (ou seja, proíbe) desde logo a cobertura televisiva da RTP às corridas de touros, as reportagens sobre caça ou pesca desportiva; proíbe a cedência de terrenos camarários para a instalação de circos com animais ou criação de zonas de caça ou de pesca municipais (a Câmara Municipal de Mora, por exemplo, já não poderá voltar a organizar o Campeonato do Mundo de Pesca Desportiva, onde os peixes da Ribeira do Raia, coitadinhos, às vezes moncos; a de Benavente não poderá ceder terrenos para as corridas de lebres com galgos, onde, embora não morrendo, o “sofrimento psíquico” das lebres é, infelizmente, bem presumível; a de Mértola, cuja principal fonte de receita turística é a caça, vai ter de cessar todos os seus apoios à actividade que ainda mantém o concelho vivo uns quatro meses por ano); e etc., não há limites para a imaginação persecutória dos “amigos dos animais”. Mas isto, como é evidente, é apenas um primeiro passo, ciclicamente ensaiado, e cujo fim é chegar à proibição, pura e simples, de tudo o que não entendem nem querem entender e que acham que lhes fica bem defender.
Vou, portanto, repetir também a minha cíclica resposta: este lado padreco, Bairro Alto e urbano-esquerdista do Bloco de Esquerda é intragável. A fatal companhia dessa anémona política chamada “Os Verdes” (sempre a oeste das ordens do PCP e a leste de tudo o que interessa na política de Ambiente), é enjoativa. E a inevitável participação do grupelho ‘fracturante’ do PS, estremecendo de emoção de cada vez que se fala de mulheres, gays ou animais, sendo estágio obrigatório de ascensão política lá na agremiação, é desprezível. Todos irão fatalmente votar a favor de um projecto de lei que é verdadeiramente fascista na sua essência, culturalmente ignorante e ditatorial, centralizador e arrogante. Já sei: vou ser uma vez mais esmagado nos vossos blogues e Facebooks (Twitters, perdão), onde, à falta de melhores causas ou de coragem para outras, a vossa grande liberdade é perseguir a liberdade alheia.
Mas, sabem que mais? Estou-me nas tintas para a vossa opinião. Tenho pena, apenas. Tenho pena de quem não entende a beleza de uma tourada ou o “silêncio poético e misterioso, um silêncio que estremece” do toureio de José Tomas (“El País”), de quem nunca cheirou a esteva e o orvalho de uma manhã de caça, de quem nunca perdeu horas sentado na margens de rio à espera que o peixe morda o anzol, de quem vai ao circo e não quer ver os leões do Paquito Cardinslli. Tenho pena, mas não posso fazer nada, que não isto: lutar para que não passem. “
Por Miguel Sousa Tavares (no Expresso)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

LUAS DE JULHO E AGOSTO

Com as noites a ficar mais quentes e com a bicharada a deambular pelos campos á procura de comida, vamos aproveitar os dias de lua cheia de Julho para umas esperas aos javalis. Boas caçadas.

                                                                           JULHO

AGOSTO
J.R.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

CALENDÁRIO LUNAR ÉPOCA 2012/2013

Calendário lunar completo para o ano venatório 2012/2013.
Os dias de espera são 10. Dividem-se nos 8 dias que antecedem a lua cheia, o dia da Lua (marcado a azul) e o dia a seguir á lua.
Boas caçadas a todos.
J.R.

sábado, 23 de junho de 2012

II FEIRA DE CAÇA EM NAVE - ALVITE - MOIMENTA DA BEIRA

No fim de semana de 21 e 22 de Julho realiza-se na localidade de Nave a IIª edição da feira de caça.
Mais um local a visitar, pelos momentos que nos ajudam a sentir que o dia de abertura se encontra cada vez mais perto.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

17ª Feira de Caça, Pesca e do Mundo Rural em Tavira






Realiza-se no fim de semana de 06, 07 e 08 de Julho a 17ª Feira de Caça, Pesca e do Mundo Rural em Tavira, no seu parque de exposições.
Muitos eventos relacionados com o tema da feira como se pode ver pelo programa em anexo. Um fim de semana bem passado para relaxar nesta bela região do Algarve.




domingo, 27 de maio de 2012

IV FEIRA DE CAÇA, PESCA E LAZER EM PONTE DE LIMA




No fim de semana de 20, 21 e 22 de Julho irá decorrer na Expolima em Ponte de Lima a IV edição da Feira de Caça, Pesca e Lazer desta localidade.
Um evento que tem já uma forte implantação na região, e que pretende cimentar a sua presença no sector das feiras de caça que se realizam no panorama nacional.
Entre os eventos das mais diversas modalidades a decorrer durante a feira, destacam-se as provas de Santo-Huberto, (provas de caça prática com cães de parar, sobre espécies cinegéticas criadas em cativeiro), finais do campeonato nacional da modalidade, e as largadas de caça.
Todos estes ingredientes dão-nos motivos mais do que suficientes para que a nossa presença nesta feira venha a ser uma realidade, motivos para a visitar são mais que sobrantes, basta consultar o programa em afixo.
Boa feira a todos e divirtam-se por estas terras que tão bem sabem receber, aproveitem ainda para degustar as delícias gastronómicas da região a apreciar os seus vinhos verdes da casta "Alvarinho", únicos no mundo.


II FEIRA DE CAÇA E PESCA - Clube de Caçadores da Carapinheira




Durante o fim de semana de 8, 9 e 19 de Junho, o Clube de Caçadores da Carapinheira, vai realizar a sua II Feira de Caça e Pesca, a realizar no pavilhão multiusos de Montemor-o-Velho.
Haverá uma largada de patos inserida no programa da feira a realizar no dia 10 de Junho.
São motivos mais do que suficientes para que seja uma boa alternativa para um passeio durante este fim de semana e para matar o vício dos tiros enquanto não chegam os dias de caça.
Boa feira a todos os visitantes e participantes nos eventos.
J.R.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

VAMOS AOS PORCOS

Boas,
Pessoal, o mês de Junho está quase aí. Vão começar os dias de espera aos javalis.
Em baixo o calendário das luas para começarem a fazer contas.
Vamos a afinar a pontaria e a tirar as teias de aranha a armas e munições.
Boas esperas a todos e pooooorcos com fartuuuuuuuura.
J.R.
LUAS DE MAIO


LUAS DE JUNHO

quarta-feira, 25 de abril de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA VENATÓRIA 2011/2012





A época venatória 201172012, começou com a abertura às rolas, em comparação ao ano anterior notou-se uma grande mudança, uma vez que na época 2010/ 2011, as rolas foram uma miragem, ao contrário desta época que compareceram em força, proporcionando-nos
uns dias de caça bastante agradáveis.
Pelo começo prometedor avizinhava-se uma boa época de caça para as outras espécies.
Tal não se veio a verificar pelo menos nos coelhos, não que não os houvesse em certa altura em boas quantidades, mas porque as doenças vieram fazer das suas, dizimando uma grande parte deles.
Ainda assim houve um dia ou outro satisfatório, pena é o calor que ainda se verifica nesta altura do ano, que aliado á falta de chuva, contribui para que os campos não se encontrem nas melhores condições para a prática a esta caça, que é também muito exigente para os cães.
As lebres por sua vez andaram arredias dos caçadores sendo apanhadas muito menos que na época anterior, ainda assim elas andam por cá e recomendam-se.
De realçar este ano o avistamento e também o abate de galinholas, são observadas com alguma regularidade, indicador de que com o ressurgimento das matas compostas por pinheiros, são o habitat que esta espécie procura.
Esperemos que a sua migração até às nossas terras seja uma realidade, para nos deliciar com a sua caça e a sua deliciosa carne.
Veio cedo este ano a abertura geral, com boas espectativas para as perdizes, mas como vem sido imagem de marca nestes últimos anos, também este foi madrasto para a criação. As chuvas tardias e as trovoadas de Maio, têm contribuído para que a população de perdizes
venha a ter dificuldade em vencer a pressão cinegética que sobre elas é exercido, embora se tenha de realçar que ainda assim a população apresenta-se com números que são considerados estáveis, não se prevendo que seja necessário deixar de caçar a esta espécie. Precisam sim de ser ajudadas com comedouros e bebedouros e com a limpeza dos matões que tantos predadores já albergam. Têm-se visto muitas raposas, caça-rabos, texugos, javalis, etc., tudo contara a boa evolução das espécies.
As montarias e ganchos correram muito bem, em relação às outras épocas anteriores, uma vez que a população de javalis tem vindo a aumentar. Os fortes matos e o abandono dos campos contribuem fortemente para que esta espécie encontre as condições favoráveis para a sua boa expansão, contribuem assim para nos proporcionar algumas jornadas de caça bastante agradáveis.
Os tordos, dentro do calendário normal, deram dias de caça com pouco interesse, ao contrário daquilo que fazia prever, uma vez que no início da caça geral observaram-se boas entradas destes pássaros. Este cenário foi comum um pouco por todo o país, sendo raras as exceções. Segundo relatos da caserna, há reservas de caça, turísticas ou não, que adotaram a moda dos “nuestros hermanos” ou seja, colocar tabuleiros com uns determinados “bichinhos” espalhados pelos olivais e que segundo relatos de quem observa estes novos “métodos” a coisa parece que resulta permitindo assim que existam as tais exceções. Verdade ou não é um caso a acompanhar no futuro.
Agora aquilo que é certo é que no nosso último dia de caça, três caçarretas e um principiante fizeram em pouco tempo um molho de tordos que após o último gancho da época, serviram para reunirem um grupo de amigos em confraternização para que a época se desse por encerrada com pompa e circunstância, ou seja acabou como começou, com muita camaradagem e muito espirito de equipa.
O balanço final e pelo atrás exposto é positivo, não houve acidentes a lamentar, somente bons dias de caça, e sem dúvida dias para mais tarde recordar.
J.R.