segunda-feira, 27 de maio de 2019

ALTERAÇÃO NA LEI DAS ARMAS

O que muda com a alteração à Lei das Armas?

Por ML em 
A Assembleia da República aprovou a alteração à lei das armas. Veja o que vai mudar…

Aspetos negativos:
• A obrigatoriedade de todos os proprietários de armas possuírem cofre para a guarda de armas, independentemente do número de armas detidas (antes apenas necessitava de possuir cofre quem detivesse mais do que 2 armas de cada classe);
• Que os proprietários de armas devem, no prazo de um ano após a entrada em vigor da nova Lei, comprovar possuírem cofre, mediante a submissão de comprovativos em plataforma eletrónica da PSP;
• Os cofres ou armários de segurança não portáteis devem possuir nível de segurança mínima de acordo com a norma europeia EN 14450 – S1. Acontece que segundo sabemos não abundam cofres com estas especificações no mercado nacional e, sobretudo, a larga maioria dos cofres que foram vendidos até à data presente, não tinham qualquer tipo de homologação, por também não ser exigida;
• O fim do regime de detenção de armas ao domicílio, fixando um prazo de 10 anos para os atuais detentores de armas ao domicílio se desfazerem das mesmas. As consequências para o mercado das armas serão colossais: os preços vão cair a pique e as armas ficarão sem qualquer valor comercial. Trata-se de uma verdadeira expropriação… difusa no tempo!;
• A proibição de possuir mais do que 25 armas das classes C e D, em separado ou em conjunto (antes não existia limite, apenas variando as condições de segurança para a sua guarda). São aparentemente salvaguardadas as situações existentes à data de entrada em vigor da nova lei (podendo ser mantidas mais do que 25 armas) embora o articulado aprovado seja contraditório ao estabelecer, por um lado que «O número limite de armas … não se aplica às detenções já constituídas à data da entrada em vigor da presente lei» e por outro existir disposição que estabelece que «Os titulares de licenças C e D que, à data da entrada em vigor da presente lei, sejam proprietários de armas dessas classes em número superior ao estabelecido …, dispõem de um prazo de cinco anos, após a entrada em vigor da presente lei, para as transferir, exportar, transmitir, desativar, entregar a favor do Estado ou, verificando-se os requisitos exigidos, habilitar-se com licença de colecionador».
Aspetos positivos:
• A criação de um período de seis meses após a entrada em vigor da Lei para a entrega voluntária de armas e para a regularização de situações de infração, sem qualquer procedimento sancionatório;
• A possibilidade de utilização de moderadores de som com redução até 50dB, novidade que resulta de proposta da ANPC;
• A possibilidade de classificar armas de fogo anelar (caso das carabinas calibre .22) como armas da classe C;
• A possibilidade de cedência a título de empréstimo ou confiança, bem como a cedência momentânea (caso uma arma se avarie) de armas das classes C e D, quer a cidadãos nacionais, quer estrangeiros, para efeitos de prática venatória ou tiro desportivo, novidade que resulta de proposta da ANPC;
• A possibilidade de cedência de armas a caçadores nacionais ou estrangeiros para a prática venatória, por parte das entidades concessionárias de zonas de caça turística, novidade que resulta de proposta da ANPC;
Relativamente ao uso e comércio ilegal de armas, aquilo que deveria ser verdadeiramente reprimido e perseguido, esta lei não traz nada de novo.
Fonte: ANPC

quarta-feira, 8 de maio de 2019

FESTA DA CAÇA EM CASTELEIRO - SABUGAL














WILDLIFE SUMMIT 2019

Será realizado em Portugal o maior evento sobre Fauna Silvestre, Caça e Gestão Cinegética.
Este evento decorrerá em Oeiras nos dias 28 e 29 de Junho.
O Wildlife Game Management Summit 2019 reunirá especialistas nacionais e internacionais, das mais variadas áreas sobre espécies cinegéticas e sua gestão.
Será maioritariamente destinado a caçadores, gestores de caça, empresas ligadas ao sector da caça e da agroindústria, organizações, clubes e associações, bom como a elementos da Organizações Não Governamentais de Ambiente(ONGAS).



FEIRA DE CAÇA EM ALIJÓ


DIA 25 DE MAIO WORK SHOP DE CAÇA EM VILA REAL DE TRÁS OS MONTES


FEIRA DE CAÇA EM NAVE - ALVITE


FEIRA DE CAÇA EM PONTE DE LIMA




domingo, 7 de abril de 2019

Polémica nos Arcos termina com anulação de jornadas ligadas à caça.

Suspensas jornadas organizadas por associações ligadas à caça em Arcos de Valdevez

Polémica nos Arcos termina com anulação de jornadas ligadas à caça.

O Clube Português de Monteiros anunciou hoje a suspensão das I Jornadas Internacionais sobre Sustentabilidade Económica dos Espaços Ordenados e Protegidos, previstas para os dias 13 e 14 de abril, em Arcos de Valdevez.
Em resposta escrita ao pedido de esclarecimento, o presidente daquela associação, Artur Torres Pereira, invocou “razões técnicas” para a suspensão do evento.
Na semana passada, em comunicado, o Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS) pediu à Câmara de Valdevez a anulação das jornadas, alegando serem “propaganda de caça”, promovida por associações ligadas à caça.
Em causa está a preservação da cabra-brava do Gerês, que o FAPAS diz ter sido dada como extinta em 1892 “devido ao excesso de caça” e que “regressou a Portugal em 1998.
“Ao fim de 20 anos de repovoamento da espécie, já a querem caçar, provavelmente para a levar de novo à extinção”, frisou a organização ambientalista.
Na quinta-feira, durante o debate mensal no parlamento, o deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva, questionou o primeiro-ministro sobre o assunto, considerando a considerando a situação “muito grave” e adiantando que o objetivo das jornadas passaria por “voltar a caçar a cabra montês” no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).
André Silva referiu que “mais grave ainda” era “a anunciada presença do ministro do Ambiente no evento”.
Na resposta, António Costa disse que nem o ministro do Ambiente nem outro membro do governo “apadrinhará ou estará presente no evento”.
Segundo o FAPAS, as jornadas agora suspensas, eram “promovidas pelo Clube Português de Monteiros e o Safari Clube Internacional – Lusitânia Chapter”, com “o apoio do município de Arcos de Valdevez, do Ministério da Agricultura, Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), do Turismo do Norte e com a anunciada presença do ministro do Ambiente e do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural”.
Também na quinta-feira, num requerimento enviado ao Governo, o Bloco de Esquerda questionou o Ministério do Ambiente sobre “o anúncio de uma caçada à cabra montês, no Parque Natural da Peneda-Gerês”, que teria estado incluída no programa daquele evento.
Hoje, o Clube Português de Monteiros garantiu ser “absolutamente falso” a realização de caçada à cabra montês.
“Não está mencionado em lado nenhum. A cabra montês não se pode caçar por não ser considerada uma espécie cinegética”, sustenta a Associação Nacional de Caça Maior.
Na resposta, Artur Torres Pereira explicou que o objetivo das jornadas agora suspensas “era avaliar o estado atual do conhecimento sobre a cabra montesa, não só em Portugal, no território do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), mas também noutros territórios protegidos de outros países do mundo, em Espanha, em particular”.
“Para o efeito foi garantida a participação de especialistas, nacionais e estrangeiros, conhecedores da dinâmica populacional da espécie em todo o mundo e da importância do seu planeamento, da sua gestão e, da sua exploração para a preservação dos habitats das regiões onde ocorre (normalmente regiões deprimidas de montanha e de baixa densidade), e para a melhoria das condições de vida das populações envolvidas”, especificou.
O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez não quis comentar o assunto, remetendo a posição do município do distrito de Viana do Castelo para as declarações que prestou, na semana passada, na sequência do comunicado do FAPAS.
Na altura, João Manuel Esteves referiu que o tema das jornadas “é, e sempre foi, do interesse” do concelho de Arcos de Valdevez, integrado no PNPG “assim como deve ser um tema de interesse para todos”.
O autarca social-democrata adiantou que “a caça, desde que devidamente enquadrada na lei e na preservação da natureza é uma atividade, tal como é reconhecido por todos, de grande relevância económica”.
A Lusa contactou o diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas (DCNF) do Norte, Armando Loureiro, mas até agora sem sucesso.
Hoje começou a circular uma carta aberta de uma empresa que opera no PNPG a “condenar e rejeitar qualquer tentativa de atribuir uma vocação cinegética”, ao único parque do país.
A empresa Keen Tours “exorta o Governo português, o ICNF e o Turismo de Portugal a revogar o seu endosso a esta iniciativa extemporânea” e “os municípios cujo território integra o PNPG a enjeitarem a possibilidade levantada por estas jornadas e, ao invés, exigirem do governo e do ICNF maior investimento na sua conservação e vigilância”.
Nas redes sociais, um grupo de defensores dos direitos animais criou uma página intitulada “Pelo Nosso Único Parque Nacional Peneda-Gerês”, a convocar a população para uma manifestação, no 13 de abril das 12:00 às 15:00.



SUSPENSÃO DAS 1ª JORNADAS DE CAÇA.

SUSPENDIDAS LAS JORNADAS POR LA CAZA de PENEDA - GERÊS....En Portugal.

Parece que los animalistas portugueses dan un hachazo a la posible caza de gestión de las cabras monteses del Gerês, repobladas desde Galicia en los años ochenta.
Hoy, la población abundante, tampoco ha sabido ser gestionada desde la Xunta de Galicia, en el lado español, en el Xurés.
UNOS Y OTROS ESPERAN QUE LA POBLACIÓN SE DIEZME CON LA SARNA....
Incompetentes transfronterizos haberlos, hailos.
Y negocios inconfesables también...Como se puede convertir un éxito de reintroducción de la Xunta de Galicia en un fracaso de gestión?

https://www.diariodominho.pt/2019/04/05/suspensas-jornadas-organizadas-por-associacoes-ligadas-a-caca-em-arcos-de-valdevez/