segunda-feira, 13 de outubro de 2014

ABERTURA ÁS PERDIZES DIA 5 DE OUTUBRO

Já nada é como era antigamente.
Agora só uma dúzia de camaradas aparecem para dar inicio a mais uma temporada de caça ás perdizes, longe vão os tempos de sermos mais de três dezenas neste dia com vontade de calcorrear cabeços atrás das vermelhinhas.
Mas ainda assim fomos dar caça ás nossas amigas, que por sinal também andaram arredadas dos caçadores, não se mostrando e quando o faziam só muito timidamente.
Ao começo ainda se levantou um bando com umas sete ou oito perdizes, de onde foi cobrada uma.
Mas um bando que tinha sido referenciado com umas de 15 ou vinte perdizes, não foi visto por ninguém, e só muito esporadicamente se levantava uma perdiz ora outra, parecendo já perdizes revoadas mais do que uma vez, o que não é normal.
Foi possível observar zonas de descanso onde as perdizes normalmente estão durante a noite, todas reviradas dos javalis que por ali deambulam durante a noite e também lhes dão caça, forçando-as a procurar outras paragens e tornando mais difícil a caça por parte dos caçadores.
É um mal que tende a aumentar com a população de javalis cada vez a ser maior.
Mas a volta cumpriu-se, viram-se umas centenas de patos que povoam o rio na zona da cascalheira e que ainda não somos experts na sua caça, mas poderá ser uma vertente a escolher futuramente.
O calor também fez das suas e por volta das dez e meia já as forças estavam no limite, o primeiro dia não perdoa e as pernas cada vez são mais pesadas.
O quadro de caça final foi de cinco perdizes mas ficaram muitas mais para trás.
Os matos são muitos, zonas impossíveis de atravessar, muitos silvados, muito de tudo o que é ruim, enfim, cada dia de caça passa a ser um dia de aventura, nunca sabemos o que o campo nos irá apresentar, neste dia foi assim, os próximos se verão.
O almoço estava muito bom, um bacalhau com grão confeccionado com a ajuda de todos, muita união e camaradagem que é o mais bonito que se leva destes dias, e que ninguém se magoe, por isso que venha o próximo, da minha parte só em 2 de Novembro, é a vida.
Boas caçadas a todos e ficam as fotos da praxe.
J.R.

J.R.




















segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CAÇADAS AOS COELHOS EM SETEMBRO

Mais um dia de caça aos coelhos onde os ditos logomorfos ficaram a ganhar (ou não). Muito calor a dificultar a vida aos cães, locais com coelhos doentes, indiciando que a doença já varreu os poucos que por lá (Alpalhão) se viam há uma semanas atrás. As lebres também não apareceram. resolveremos o assunto quando formas ás perdizes que ainda se vêm por lá em bons bandos. Assim restou-nos a feijoada que estava muito bem confeccionada. Até ao próximo domingo que para mim será dia 05 de Outubro. Boas caçadas.


























segunda-feira, 8 de setembro de 2014

JÁ COMEÇOU A CAÇA


O primeiro dia de caça aos coelhos e lebres na nossa associação saldou-se por 2 coelhos e uma lebre. Tendo em conta o estado do tempo e do número de caçadores ser muito reduzido pelos mais diversos factores, nem se pode considerar um dia mau.
Como hoje em dia a caça deve ser encarada como um convívio onde se sai ao campo para desfrutar do que as caçadas nos dão, sem ter em mente grande cintos, foi este nosso dia muito salutar, caçando-se em companhia de bons amigos, vendo os cães a trabalhar, dando um ou outro tiro, os cães ainda deram algum trabalho aos poucos coelhos que por ali andam, demonstrando que cedo atingirão a plenitude da sua forma, aguardemos.
Que todos os dias de caça se passem com o mesmo ânimo, com mais umas peças, e serão certamente bons dias para recordar.
J.R.
















segunda-feira, 1 de setembro de 2014

AMANHÃ COMEÇA A CAÇA

De há uns anos para cá, começaram as “espanholices” na nossa caça e fomos embarcando neste novo formato de caça que agora se pratica no nosso país.
A abertura da caça às rolas, é feita como há dezenas de anos no dia “15” de Agosto.
Andam a dizer que não há rolas, a questionar e a avaliar factos que possam justificar o injustificável, quando o óbvio esteja á vista de todos pois é devido ao abandono dos campos.
 Hoje em dia não se deita um grão no pó, e queremos que a terra dê pão.
Assim não dá.
Estive a ver o início deste nosso espaço e a nostalgia tomou conta de mim.
Revi amigos que não via há anos.
Viajei no tempo, e, digo-vos, gostei do que vi.
Se quiserem fazer também vós uma viagem no tempo e retrocederem uns anos, vão ver algumas coisas das quais já se esqueceram.
“NÓS”  já fomos um exemplo, temos provas físicas das quais nos podemos orgulhar, só não vê quem não quer.
Eu tenho-me esforçado para que não se perca nada, pode não parecer e podem até nem querer ver, mas por mim “NÓS” seremos sempre os melhores e a nossa ACCM será sempre uma referência.
Serve esta introdução para relembrar a todos que no dia 07 de Setembro começa mais uma época de caça.
Seria bom que todos entendessem que estes dias não servem exclusivamente para andar por montes e vales aos tiros a tudo o que o calendário cinegético permite.
Temos de ter o bom senso de perceber que somos um grupo SOLIDÁRIO, além de sermos também sócios dumas parcelas de terra onde nos permitem caçar às quais se designam por “ASSOCIAÇÃO DE CAÇADORES DO CONCELHO DE MAÇÃO”.
Esta ACCM tem dado e cumprido com o que nós exigimos dela, “NÓS” temos também o dever de retribuir com o nosso trabalho.
Não darei exemplos porque o tempo da escola já lá vai e só aprendeu quem quis, gostava sim que todos agradecessem terem tido um instante na vida em que lhes foi permitido correr atrás dum coelho, atirar um tiro a uma perdiz brava, fazer uma espera a um javali, observar durante meses uma lebre a criar a sua prole, percorrer o campo e observar a vida selvagem em todo o seu esplendor.
Estas terras esperam que nós façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para que não se perca a essência da caça.
Por isso precisamos de estar todos unidos e esforçados para que tudo corra pelo melhor por muitos e bons anos.
Desejo a todos os sócios, com uma especial reverência ao sangue novo, uma época de caça 2014/2015 excepcional e para além dos grandes “cintos” um bom e são convívio.
“Não queres vir á festa?
- Não, AMANHÃ COMEÇA A CAÇA.”

J.R.



sábado, 2 de agosto de 2014

O QUE SE PREPARA NO NOSSO PAÍS

Isto é o que está na forja e que se prepara para ser aplicado no sector da caça menor no nosso pouco esclarecido Portugal. A QUERQUS sem o mínimo de estudo cientifico prepara-se através de baixo assinados levar á proibição da caça á rola brava e a outras espécies. Se a nossa tutela for "enganada" por estes pseudo defensores da caça estamos em maus lençóis. Não deixa de ser preocupante o que se passa com a rola brava, mas esse problema chama-se "MARROCOS" que com a crescente procura dos mais endinheirados para a caça á rola, desenvolve uma prática de sementeiras em extensões enormes e que faz com que estes animais não tenham necessidade de vir até á Península Ibérica procurar comida e zonas de reprodução. Este é um problema que também Espanha está a atravessar. 
Seria óptimo que os nossos políticos compreendessem qual é a principal razão desta redução da espécie no nosso território e finalmente fizessem alguma coisa pela caça que não fosse só proibir.

"É necessário proibir a caça da Rola-brava (Streptopelia turtur) para proteger a espécie

A Rola-comum ou rola-brava (Streptopelia turtur) é uma espécie migradora que está a desaparecer a um ritmo galopante e preocupante em Portugal e na Europa, estimando-se que a sua população tenha decrescido 70% nos últimos 10 anos.
A rola-comum é uma espécie estival que outrora se distribuía pelo País, principalmente no Norte, ocorrendo em áreas

florestadas e em terrenos agrícolas adjacentes. A destruição do habitat, a caça excessiva e a perseguição nas áreas de nidificação e invernação, parecem estar na origem da sua acentuada regressão.
Para piorar a situação, em Portugal é comum a abertura da caça à rola ser durante o mês de Agosto, período durante o qual existem muitas rolas em nidificação, com crias no ninho e, pontualmente, ovos de posturas tardias ou segundas posturas. 
A Quercus considera que a irresponsabilidade e insensibilidade demonstrada nesta matéria pelos sucessivos governos pode contribuir, no curto prazo, para uma situação de extinção da Rola-brava em Portugal.
Todos os anos as associações ambientalistas e algumas organizações do setor cinegético têm alertado publicamente os responsáveis políticos para o problema premente do risco de extinção da Rola-brava.
Não podemos esquecer, que a nível mundial existem exemplos de outras aves cinegéticas que se extinguiram por inoperância dos decisores políticos. O triste destino do Pombo-viajante americano, que foi considerado a ave mais abundante do mundo e cujo último exemplar morreu num jardim zoológico em 1914. A extinção é para sempre.
Apesar da existência de um Plano de Gestão da União Europeia para a Rola-brava, ao abrigo da Diretiva Aves que prevê medidas essenciais e urgentes como a publicação anual de estatísticas da caça credíveis, o desenvolvimento de um modelo populacional preditivo para calcular o abate anual sustentável, o estudo do sucesso reprodutor e da mortalidade invernal e dos fatores que os afetam, em vigor desde 2006, quase nada foi feito em Portugal.
A Quercus apela, assim, à Ministra da Agricultura e ao Ministro do Ambiente que proíbam, com carácter de urgência, a caça à Rola-brava, de modo a prevenir a extinção desta magnífica espécie.

Caça continua a contaminar com chumbo os solos, sedimentos e cadeia alimentar

O chumbo é um metal pesado altamente venenoso para o ser humano e para os animais. As aves, ao ingerirem grãos de areia e pequenas pedras para ajudar a digestão, acabam por também ingerir as pequenas esferas de chumbo dos cartuchos usados na caça. Daí resulta a intoxicação conhecida por saturnismo, com efeitos adversos na saúde das aves, podendo inclusive levar à sua morte.
Tendo em conta os largos milhões de cartuchos usados anualmente na caça no nosso País, são muitas as toneladas de chumbo que, ano após ano, se vão acumulando nas nossas áreas naturais, com especial impacte nas zonas húmidas.
Estima-se que a utilização de chumbo nas munições, só na América do Norte, provoca anualmente a morte de 2,6 milhões de patos por envenenamento, situação que levou à proibição de utilização deste tipo de munições na caça às aves aquáticas em vários países europeus como a França, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Noruega.
Estudos recentes em Portugal descrevem valores de envenenamento para o pato-real que em alguns períodos chegam perto dos 60%, provando a ocorrência de mortalidade devido a esta causa no nosso país.
Quercus defende a interdição imediata e total do uso de chumbo como munição em todo o território nacional, à semelhança de outros países europeus.

Caça de aves aquáticas é anacrónica, contraproducente e perigosa para as espécies

A Quercus pede ao governo que proíba a caça às aves aquáticas, principalmente àquelas consideradas ameaçadas ou com populações diminutas.
As aves aquáticas são muito procuradas por fotógrafos de natureza. Consideramos anacrónico o abate destes belos animais só pelo desporto, uma vez que a maioria das aves aquáticas nem sequer é comida após ser abatida como peça de caça.
Dentro das aves aquáticas destacam-se quatro espécies ameaçadas de patos (frisada, pato-trombeteiro, zarro-comum e zarro-negrinha), todas com efetivos residuais em Portugal."