quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PERDIZES NA AVESSSADA 3º DIA

Avessada, 19-11-2011. Este dia de caça foi um dia diferente pois caçamos dois grupos, uns caçadores de perdizes e outros caçadores de coelhos.
Vieram caçar connosco uns bons amigos de Penafiel, que com a sua habitual simpatia, além de nos auxiliarem com os laparotos, também nos quiseram brindar com um magnífico arroz de “Pica no Chão”, vulgo arroz de cabidela, que estava de se lhe tirar o chapéu, tudo bem regado com o vinho verde da região de Penafiel,em todoas as suas vertentes, branco, espadeiro e tinto. Somente vos posso dizer que o dia parecia que nunca mais acabava.
Dia tão bem passado que até a caçada ficou relegada para segundo plano, tal foi a fraca pontaria dos presentes, bem como a adesão de sócios que também foi fraca. A época das azeitonas, coincide com a da caça e elas (as pretas), são umas adversárias sérias, até ganham por vezes á caça. O quadro final ainda apresentou uns coelhotes, umas perdizecas, e uma galinhola, parece mentira, mas elas andam por cá e que gordinhas estão. A caça foi decidido por todos os presentes ser entregue como um gesto de amizade aos nossos amigos para fazerem um petisco, fica-nos bem estes gestos de generosidade, para quem também nos faz bem. Em relação aos amigos de Penafiel somente tenho de agradecer em nome de todos e como bem disse o Presidente, ficam sempre convidados para fazerem aqui na nossa Associação um dos seus dias de caça anual.
Sem querer parecer pretensioso e faltar ao respeito a nenhum dos amigos que se deslocaram de tão longe para caçar connosco, quero agradecer a todos em nome do Paulo e do Sr. Augusto, que me deixou sensibilizado com as suas palavras, esperamos por vós quando quiserem, para mim são da família. Até á próxima caçada e bem-haja a todos. J.R.

PERDIZES NA AVESSADA 2º DIA

Avessada, 13/11/2011. Farrusco…. Não! Não se trata de um daqueles fiéis amigos incansáveis que nos acompanham nas deambulações por montes e vales durante as nossas jornadas cinegéticas, o Tico, o King, a Missy, a Carriça, o Nero, a Cuca, o Tejo, o Joli e tantos outros, de nomes pomposos ou apenas vulgares, mas de uma lealdade inqualificável e inigualável dedicação aos humanos seus proprietários. Farrusco, e ameaçador era o aspeto matinal de um dia que prometia chuva em abundância, confirmando os alertas coloridos que os serviços meteorológicos proclamaram durante toda a semana. Talvez por isso apenas compareceram treze dos habituais destemidos e intrépidos caçarretas da nossa associação.
Poucos, esforçados, destemidos ou “doentes”, mas animados e conformados com um eventual banho matinal, afinámos estratégias e avançámos por entre as habituais carquejas, tojos, estevas, giestas, silvas e todo um conjunto de vegetação que, para além de se “agarrar” a tudo o que mexe, com especial apetência por caçadores, teimam em esconder eficazmente os “orelhudos” e as “vermelhuscas” que procuramos. Aqui e ali um tordo levanta, um melro escapa espalhafatoso (não leu a Portaria) e finalmente um latido, bandeira branca desfraldada e aí vai um coelhito que, perseguido, avança em altas rotações pelo caminho (IC 777- ainda sem portagem) quase atropelando o João que pensava tratar-se de alguma perdiz distraída que tivesse levantado. Vários “pregos” depois o dito acabaria por voltar ao aconchego da flora local sem qualquer beliscadura. Pouco depois o primeiro sucesso, o Luís cobra a primeira vermelhusca. Diz quem viu que antes de atirar ainda acendeu um cigarro. Aparentemente terá sido o isqueiro que as fez levantar (depois admiram-se da má fama doa caçadores e outros….).
Da chuva, nem sinal. Perdizes algumas (poucas) um ou outro lance vistoso e várias cobranças efetuadas pelos canídeos quando se perspetivava a perda de mais uma peça. Tiros esporádicos de batedores e esperas e, contrariamente ao habitual, diversos oryctolagus cuniculus (vulgo coelhos) desalojados dos seus locais de descanso. Como apontamento final e após mais um dos encontros imediatos e ruidosos que o Tico (o mini), promoveu com meia dúzia de coelhos, este humilde cronista e dois outros companheiros não conseguimos cobrar um destes roedores que, suspeita-se, estaria blindado não lhe causando qualquer beliscadura o “fogo-de-artifício” com que foi brindada a sua passagem numa “autoestrada” local. Sem chuva, com catorze vermelhuscas cobradas, uma valente caminhada nas pernas e um gostoso churrasco preparado pelo César, terminaria mais uma das nossas jornadas de confraternização cinegética. Boas caçadas zeg

PERDIZES NA AVESSADA 1º DIA

Avessada 05-11-2011. Pois é, acabamos a primeira fase das nossas caçadas, mudámo-nos de armas e bagagens para o centro de convívio de Avessada, que este ano tem um novo espaço onde faremos as nossas reuniões e almoços de caça. Como poderão ver, agora até temos os nossos animais de estimação, com uma conduta tão inteligente, que provavelmente no futuro serão eles que nos conduzirão a casa naqueles dias mais complicados.
Também o tempo mudou e a chuva além de nos dificultar um pouco mais a vida, tem a agravante de trazer o frio e o terreno encharcado, tudo isto com a dureza dos nossos terrenos fazem de cada dia de caça, um dia de trabalho intenso. Consolamo-nos no final do dia, quando apresentamos um quadro de caça que dentro dos nossos pergaminhos tem correspondido com eficácia no que são as nossas metas. Para confortar os nossos estômagos, é agora, o amigo César o nosso cozinheiro de serviço que começou o seu serviço “gourmet” com uma boa jardineira de javali, tão boa estava, que mesmo quem admite não gostar do bicho o comeu e até repetiu. Mais uma jornada bem passada na companhia de bons amigos. Até á próxima caçada. J.R.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

FEIRA DE CAÇA EM BRAGANÇA

Realiza-se este fim de semana a Norcaça, Norpesca e Norcastanha, na cidade de Bragança. Uma feira a encerrar o programa das feiras de caça, e que traz assim as últimas novidades do sector. A não perder pelo excelente cartaz que a promove.

MONTARIA AOS JAVALIS

A exemplo de anos anteriores, no dia 12 de Novembro vai ser realizada a primeira montaria da Associação de Caçadores do Concelho de Mação. É tempo de falar á volta da fogueira
para combinar estratégias, apelar aos deuses da caça para que nos saia o javali da nossa vida. O campo estará de certeza de feição, os animais estão tranquilos, as portas estão marcadas a zona está cuidada,
impera a natureza no seu estado mais puro. Como os nossos antepassados faziam, assim nós esperamos fazer, temos a certeza de que o esforço valerá a pena. A montaria está quase a começar.
Até lá boas caçadas. J.R.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UM DIA É DA CAÇA OUTRO DO CAÇADOR……………………

Pois assim se passou com o dia de hoje, foi o dia da caça. Reunidos como é hábito, entre as 07h00 e as 07h30, lá nos encontramos para mais uma jornada do calendário. Não éramos muitos, mas os suficientes para fazer o gosto ao dedo. Escolhida a estratégia, partimos para os lados do campo da bola, zona querençuda pelas suas belas perdizes, assim foi no ano passado.
Linhas feitas e esperas colocadas, partiu-se para o mato, sim muito mato e algum já praticamente intransponível, mas vamos avançando, que somos malta de barba rija. Muito feitio de coelho, muitos espojeiros de perdizes, penegaço, mas das vermelhinhas nada. Nem pena nem pelo se ia levantando á passagem da marabunta, só mesmo ao início se levantaram ao fundo das hortas da Cumeada, uma meia dúzia delas.
Tivemos como convidados um colega meu o Aparício, que no final do dia devia dizer mal da vida, nunca tinha apanhado tamanha esfrega, e, também o Doutor Ricardo, Veterinário da Chaveirinha, que com um cão de bons ventos, fez as perdizes na vinha do Lobo, mas que não deu o gosto ao dedo, juntou-se ao elo mais fraco é o que dá. Para a próxima vez vai encostado ao Presidente e pode ser que a coisa corra mais de feição.
Chegados ao Vale da Horta, andava uma máquina a abrir valas para os eucaliptos, a caçada já não poderia correr da melhor forma, tal era a barulheira produzida por ela, a caça estando alerta é sempre mais difícil de se levar a tiro. Ainda assim houve ocasião para o Vítor Xisto, estourar com uma orelhuda junto ao palheiro das cabecinhas, ficou mais composto o ramalhete, que se saldou por uma dúzia das patas vermelhas e uma lebre. O almoço já era conhecido de outro Domingo, e no final além do bolo de mel, também houve brincadeira quanto baste, o que deixa sempre uma nostalgia na hora de abalar, mas os dias chegam todos ao fim, fica também a promessa de voltar para mais uma jornada, agora que chegou a chuva e o tempo mais fresco, pode ser que comece a melhorar a performance do pessoal, dos cães e que os resultados comecem a espelhar a categoria da nossa equipa. Até dia 30, para quem for caçar nesse dia, para mim é até dia 5 de Novembro, já na Avessada, e não se esqueçam que eu também gosto de lebre, seja com arroz ou com feijão, boas caçadas a todos. J.R.