quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ABERTURA GERAL DIA 02 DE OUTUBRO

Finalmente! Poderá ter sido este o “desabafo” de milhares de seguidores de S. Humberto no passado sábado, dia 1 de Outubro. Porquê? Questionar-se –à o prezado leitor menos atento ou apenas distraído, que dispôs de algum do seu precioso tempo para ler esta insignificante crónica. A resposta é simples: “Finalmente abre amanhã a caça à perdiz!” Considerada a rainha da caça menor”- a veloz e astuta alectoris rufa, mais conhecida por perdiz vermelha, reúne um significativo número de autênticos “lunáticos” que, por vales e cabeços devidamente atapetados por “simpáticos” aglomerados de silvas, tojos e toda a espécie de obstáculos, as perseguem na esperança de cobrar uma ou outra mais distraída que, orgulhosa e vaidosamente, pendurarão à cintura. Domingo, 2 de Outubro.
Algum alvoroço, muita expetativa e não obstante alguma apreensão face à voz do povo: “o ano foi mau para a criação”, “trovoadas em maio”, “os bandos são pequenos”, lá compareceram, à hora aprazada e no local estipulado, os suspeitos do costume. Num dia claro, presumivelmente quente e com um vento suão demasiado agitado partimos, com a estratégia perfeitamente delineada pela direção, na esperança de cobrarmos algumas ” vermelhuscas” apesar das condições atmosféricas não serem as mais adequadas. E até nem começou mal! Mal tinha entrado no mato já um belo bando passava a grande altura sobre o meu boné e….Pum, Pum, Pum….. três “pregos” e lá vão elas velozmente para bem longe incomodadas com tamanha barulheira. Para não perder tudo e respeitando, como é meu timbre, o ambiente lá apanhei os cartuchinhos e alegremente continuei o meu passeio matinal. Seria uma das poucas oportunidades que tive neste primeiro dia e, com o decorrer do tempo, o progressivo aumento da temperatura matinal, o vento pelas costas que me impedia de ouvir eventuais disparos dos colegas e a não ocorrência de qualquer outro levante fizeram-me pensar que, desta vez, a “voz do povo” estava certa.
Sem surpresas, sem perdizes, depois de palmilhar seca e meca e de retirar de um poço, três cães que resolveram praticar, à falta de melhor, um pouco de natação, cheguei finalmente a terrenos mais abertos e com maior visibilidade permitindo-me observar a movimentação da linha de caça e aperceber-me da ocorrência, com alguma frequência, de alguns disparos. Aproximávamo-nos do final e, excetuando uma ou outra análise, insuspeita, de mais uma perdiz falhada porque o cartucho não devia ter chumbo, o pássaro passou a 150 metros e até que a” bicha” não estava suficientemente gorda, apenas registo uma amena cavaqueira entre o Diogo e um “turista” (trajava de calção) que ciosamente guardava o seu pedaço. Entretanto, “plantado” numa sombra à beira de um “IP” rural traçado nas proximidades, mestre Raul aguardava, sem vertigens, a passagem de um desses “táxis amarelos” de pernas longas e orelhas compridas que acabaria ali a sua marcha por força de alguns furos, provocados pelo mestre, dizem uns, enquanto outros defendem que o colapso do “Táxi” naquele local, foi mera coincidência acontecendo apenas por despiste devido ao excesso de velocidade.
Depois disto só uma “jola” fresquinha e o tal almoço (rancho), bem merecido e soberbamente confecionado pela nossa cozinheira, poderiam fazer esquecer as dificuldades com que cada vez mais nos deparamos nos nossos passeios matinais. E, para mim que já acreditava na tal “voz do povo”, surpresa das surpresas, 24 perdizes, uma lebre (táxi amarelo) e um coelho compunham o” ramalhete” que os 17 magníficos deste dia conseguiram cobrar. Boas caçadas! zeg

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